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Unidades de saúde em alerta no Extremo Oeste
Vistorias foram feitas em Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Guaraciaba, São Miguel do Oeste, São João do Oeste e Tunápolis
Nesta semana, membros da Câmara de Vereadores de Tunápolis encaminharam à Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste um ofício solicitando avaliação especial no caso de interdição feita pela Vigilância Sanitária na ala cirúrgica do Associação Hospitalar do município. No documento, eles ressaltam que é um risco para os pacientes o seu deslocamento para os municípios vizinhos. Na mesma situação de interdição encontra-se a ala cirúrgica do hospital Santa Casa Rural, de São João do Oeste. Neste sentido, autoridades locais buscam formas para reverter a situação, que segundo eles, causa transtornos aos pacientes dos municípios. De acordo com o gerente de Saúde, Volmir Giumbelli, o ofício recebido pelos vereadores foi repassado a membros do Estado, para que analisem e posteriormente emitam um relatório. Conforme ele, a equipe de saúde estadual deve se manifestar sobre o assunto no início da próxima semana. No entanto, o gerente adianta que a interdição será mantida até que sejam feitas as adequações necessárias. Giumbelli destaca que a legislação que aponta como deve funcionar um hospital e ala cirúrgica existe desde 2002, e é a resolução RDC 50 do Ministério da Saúde. Conforme ele, a vistoria está sendo feita de forma mais rigorosa agora porque, até então, a gerência não tinha na regional de Saúde um técnico preparado para fazer essa vistoria nos hospitais. "Os hospitais tiveram tempo suficiente para se adequar, desde 2002. Agora se começou a cobrar de forma efetiva. Se foi feita uma legislação sobre as adequações, é porque foi feito um estudo antes disso, para saber o que era necessário", destaca. É um risco quando não se tem as instalações necessárias e, da mesma forma, atender os pacientes. A informação é do gerente, que aponta que no momento não serão feitas outras vistorias enquanto não houver adequações nestes já interditados, para não comprometer o atendimento da comunidade. Ele ressalta que alguns, inclusive, já estão tomando algumas medidas para se adequar. "Temos que agir com bom senso, não podemos fechar todas as salas cirúrgicas e deixar a população sem atendimento", acrescenta. Giumbelli explica que a vigilância faz a vistoria para prevenir problemas. No caso de haver qualquer tipo de infecção em hospital que não tenha sido feita vistoria, a responsabilidade é do Estado, pois é dele a obrigação de fazer esse trabalho. "Nesses casos, em que foi fechado, o Estado fez a parte dele, agora o poder público e o hospital têm que fazer a parte deles, de se adequarem", cita. O gerente considera nobre a preocupação dos vereadores e prefeitos destas cidades que buscam a reabertura das unidades, no entanto é necessário reolver os problemas apontados pela vigilância. Na região, as vistorias foram feitas em Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Guaraciaba, São Miguel do Oeste, São João do Oeste e Tunápolis. As demais estão suspensas até a regularização das já visitadas. "É importante que os demais hospitais fiquem atentos às regularizações que necessitam fazer e que não esperem a interdição. Dúvidas quanto às necessidade podem ser tiradas com técnicos da vigilância e da Gerência de Saúde", garante. O gerente aponta ainda que a população deve ter um espaço adequado para ser atendido, e é esse o objetivo da Vigilância Sanitária ao fazer as vistorias; prevenir problemas é uma ação de prevenção da saúde.
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