Polícia Militar atende ocorrência de estelionato na região |
Único catarinense na lista da Lava Jato, Pizzolatti se defende em nota
O ex-deputado federal João Pizzolati (PP) foi citado na lista de políticos da operação Lava Jato. Segundo a denúncia, o ex-parlamentar teria recebido, em 2010, R$ 5,5 milhões para financiamento de campanha e R$ 560 mil para pagamento de seu advogado. Pizzolatti também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. Responsável pela defesa do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), o advogado Michel Saliba disse que na próxima segunda-feira (9) deverá ter acesso aos autos do processo do cliente.
O ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse à Justiça Federal que todos os contratos com as dez grandes empresas, que faziam parte do cartel, eram superfaturados em 3% “para ajuste político”. O PP ficava com 1% desse valor. Dessa quantia, sobravam R$ 5,5 para Pizzolatti, de acordo com a denúncia.
Segundo o jornal O Globo, o nome do deputado consta em uma agenda de Paulo Roberto Costa que detalha o pagamento de R$ 28,5 milhões para sete políticos do PP. Paulo ainda confessou no depoimento que os outros 2% restantes ficariam para o PT.
NOTA
Em nota oficial, Pizzolatti negou o envolvimento no esquema e ainda criticou a revista Veja pela matéria em que seu nome é citado. Veja a nota na íntegra:
"O Deputado João Pizzolatti, em razão de matéria publicada pela Revista VEJA, Edição 2390, em que é citado como um dos diversos parlamentares supostamente ligados ao ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, tem a afirmar que:
1. O Deputado NEGA, DE FORMA VEEMENTE, a prática de qualquer ato ilícito ao longo de sua vida pública, não tendo conhecimento da existência de absolutamente nenhum depoimento do Sr.Paulo Roberto Costa que possa ter envolvido o seu nome.
2. A própria Revista VEJA reconhece que o processo corre em segredo de justiça, sendo que chama a atenção o fato de o conteúdo da noticiada delação premiada *não ter sido objeto de absolutamente nenhuma comprovação, por qualquer meio que seja, ao longo de toda a reportagem*, o que por si só demonstra a maldade e irresponsabilidade do texto calunioso, o qual será objeto das competentes medidas judiciais contra a Revista.
3. A reportagem (da Revista VEJA) revela nítido interesse eleitoreiro, pois tenta desestabilizar várias candidaturas em vários níveis de campanha (federal e estadual; majoritária e proporcional), tudo em benefício de projetos de candidatos veladamente apoiados pela VEJA.
4. A Revista VEJA, hoje igualmente não tem credibilidade, pois há muito deixou de ser um órgão de imprensa para se transformar em uma extensão de comitê eleitoral de determinados projetos políticos.
5. O Deputado Pizzolatti não se intimidará e nada tem a temer em relação a quaisquer de seus atos, eis que ao longo de anos de vida pública, séria e honrada, o mesmo sempre só fez demonstrar incansável trabalho e dedicação em prol do povo de Santa Catarina.
Florianópolis, 06 de setembro de 2014.
JOÃO PIZZOLATTI JÚNIOR
Deputado Federal - PP-SC"
- Polícia Civil prende empresário suspeito de falsificar extintores
- Pelo estudo da nova carreira, professor da rede estadual pode ganhar até R$ 9 mil
- “Governo não decreta greve!” diz secretário da Educação
Mais sobre:









Deixe seu comentário