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Um empreendimento entrelaçado com a história do município
Loja da família Zimmer foi fundada em 1953 na vila que se tornaria município de São José do Cedro anos mais tarde. As atividades comerciais são mantidas até hoje no centro da cidade
Entrelaçado com a história de São José do Cedro. Assim está o empreendimento fundado pelo casal Pedro Laurindo e Amália Zimmer (in memoriam) em 1953, no local então conhecido como ‘Cedro’ e que continua, depois de quase 60 anos, de portas abertas, no mesmo endereço, porém sob a direção de um dos filhos, Adelar Maximiliano e de sua esposa Ana Zimmer.
Migrante do interior de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul, ele conta que a família fixou raízes na região por acreditar no progresso que a extração de madeira promoveria no município catarinense. A família Zimmer tinha como exemplo pioneiros vindos da região dos Sete Povos das Missões que já haviam iniciado o processo de colonização dois anos antes, em 1950.
“Meu pai queria o novo e achava o lugar de progresso, porque lá onde morávamos já era uma colônia antiga”, explica, ao citar que no distrito de São Francisco, interior de Cerro Largo, onde nasceu, a família já tinha uma loja, há mais de 50 anos, que serviu de base para a vinda ao extremo oeste catarinense.
Recém-chegados em terras catarinenses, o casal empreendedor, Pedro Laurindo e Amália Zimmer, trouxe três filhos - Elói e Adelar, que na época tinha três anos, e Geneval, que ainda estava na barriga da mãe. O quarto filho, Moacir nasceria mais tarde. Mas, além da família, eles trouxeram na mudança um caminhão carregado de suprimentos para vender e se manter na vila.
“Um pouco antes de vir com a nossa mudança, meu pai trouxe material de construção e os construtores, para fazer a primeira loja e a casa onde iríamos morar aqui nesse terreno em que estamos hoje”, recorda, ao frisar que o pai levou em consideração a altitude do terreno para fazer a compra do lote, que hoje está localizado bem no centro da cidade.
Depois de pronta a estrutura da loja, veio a mercadoria e a mudança da casa em julho de 1953. “Era um lojão de secos e molhados. A gente vendia de tudo um pouco. Por exemplo, roupas, calçados, ferragens, material para construção, alimentos, brinquedos, material de limpeza, charque, lampião, querosene, e tínhamos inclusive registro para vender armas e munição”, destaca, ao relatar que no início da colonização as pessoas caçavam para complementar a alimentação e, como comerciante, a família precisava atender as necessidades da época.
OS PRIMEIROS ANOS
Primeira loja da família Zimmer construída em 1953, depois substituída por uma construção de alvenaria
Atual estrutura da loja. A parte de madeira foi inaugurada em 1956 e funciona até hoje
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