Trevisan quer nomear equipe até dia 30

Trevisan quer nomear equipe até dia 30
Folha do Oeste

Democrata foi nomeado secretário regional pelo governador no último sábado

Após 100 dias de espera e ansiedade, a Secretaria de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste teve, na manhã do último sábado, dia 9 de abril, a revelação de que o empresário Wilson Trevisan (DEM) será o secretário regional de São Miguel, que abrange ainda os municípios de Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Descanso, Guaraciaba e Paraíso. O anúncio foi do próprio governador Raimundo Colombo (DEM) em seu twitter. De momento, Trevisan está mantendo contatos com o atual secretário, Wilson Bratkowski, para saber mais da situação da SDR e também tratar da transição. A nomeação oficial dele deverá acontecer ainda nesta semana, através de publicação no Diário Oficial.
Assim ficou confirmado o acerto político feitos pelos grandes partidos da Polialiança, para o extremo oeste. A SDR de Itapiranga é comandada pelo PMDB, através de Milton Hahn. Em Dionísio Cerqueira, o secretário é Flávio Berté (PSDB), e agora em São Miguel foi sacramentado o nome de Trevisan. A primeira segunda-feira dele como novo secretário foi muito agitada e o empresário praticamente passou o dia atendendo a imprensa. Para o Folha do Oeste, Trevisan foi indagado por diversas questões. Veja o que ele respondeu.

Folha: Como foi esse período de, onde todos lhe cobravam quando iria assumir a SDR?
Trevisan: “Mantive a tranquilidade porque sempre disse que era preciso dar liberdade para o governador fechar o quadro de secretarias dentro da aliança construída com nove partidos. Em nossa região, foram cinco partidos que participaram: o DEM, PMDB, PSDB, PPS e PTB. No Oeste, o nosso partido pleiteou três regionais, que eram Chapecó, Seara e São Miguel. Todas acabaram se confirmando”.

Folha: De que forma o governador Raimundo Colombo te nomeou?
Trevisan: “No sábado, por volta das 11h recebi uma ligação de Colombo me convidando para este desafio e é lógico que aceitei. Eu já tinha a indicação do partido para assumir. Nos próximos dias teremos uma reunião com todos os secretários para definir as estratégias do governo de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira”.

Folha: O governador deu autonomia para cada secretário nomear a equipe de governo nas SDRs. Como será esse momento na regional de São Miguel?
Trevisan: “Nesta quarta-feira iremos nos encontrar com os demais partidos da coligação para definirmos até o final de abril, e estarmos com todos os gerentes nomeados, para dar um ritmo mais acelerado aos trabalho. Existe uma contenção de gastos do governo central até o dia 30 de abril para ajustar os ponteiros da economia de Santa Catarina. A partir de maio, o ritmo das realizações irá crescer com essa equipe de 10 cargos de gerente. O PSDB, PMDB e DEM indicarão três nomes. O PPS indicará um”.

Folha: Quais serão seus primeiros passos à frente da SDR?
Trevisan: “Em primeiro lugar, quero visitar todos os prefeitos da nossa regional, colher sugestões e fazer com que o Conselho de Desenvolvimento Regional seja formado. A partir das decisões do conselho, faremos a nossa gestão. O próprio governo de Raimundo Colombo já tem algumas ações a serem realizadas. Precisamos trabalhar pelo pleno funcionamento do Hospital Regional, que necessita colocar a UTI para funcionar na totalidade das salas cirúrgicas. Reformas nas estruturas das escolas e o melhoramento do saneamento básico também serão ações prioritárias. Várias questões estratégicas precisam ser repensadas em nossa região. Junto com as SDRs de Itapiranga, Dionísio e Maravilha, precisamos pensar nas estruturas das rodovias estaduais”.

Folha: O senhor já presidiu o Fórum de Desenvolvimento Regional. Há algum projeto que você queira resgatar agora como secretário?
Trevisan: “Felizmente, vários dos projetos que tínhamos quando presidi o Fórum por três anos foram concluídos, que eram os acessos asfálticos para todos os municípios da região, o Hospital Regional e a BR-282 até Paraíso, até a divisa com Argentina. Existem questões que ficaram, como o saneamento básico e um centro tecnológico para fazer a região evoluir e não somente produzir matérias-primas. A região precisa de uma evolução tecnológica nos mais diversos campos. Com o tempo vão surgindo as novas demandas”.

Folha: Raimundo Colombo já completou 100 dias de governo e só agora definiu o secretário de São Miguel, o que deixou a região para trás. Como será colocar a casa em ordem?
Trevisan: “Apesar de não estar completa, a regional de São Miguel tinha o secretário interino Wilson Bratkowski trabalhando dentro das condições que lhe eram permitidas. O ritmo mais forte será dado em todas as regionais a partir de maio. Chapecó foi uma das primeiras regionais a serem definidas e até agora o quadro não está completo. O governo que entra precisa ter um conhecimento real da situação. Quero estar muito presente nas comunidades da região, me aproximando muito das entidades, dos órgãos e das classes sociais que conduzem a nossa região”.

Folha: Foram muitos os comentários de que por essa demora, a região voltou a ser de uma certa forma esquecida pelo governo. O antecessor de Raimundo Colombo, Luiz Henrique, tratou a SDR como a número 1. O que o senhor diz a respeito disso?
Trevisan: “Mesmo tendo havido nomeações em outras regionais, elas pouco fizeram, pois não estão com seus quadros completos. Não fomos esquecidos porque tinha um secretário atuando. Houve uma certa dificuldade de composição no estado inteiro e em São Miguel também. Pretendo imprimir um ritmo forte e estar bastante presente no anseio do que as pessoas querem. Vamos caminhar juntos”.

Folha: Em sua vida política, concorreu em quantas eleições?
Trevisan: “ Na eleição passada, fui candidato a prefeito pelo DEM. Na eleição anterior, em 2004, havia concorrido a vice-prefeito na chapa de Gilmar Baldissera, quando ainda era membro do PL. Iniciei minha vida política e fui fundador do PL ainda na época quando Afif foi candidato a presidente. Esse partido praticamente se extinguiu em São Miguel e passei a fazer parte do então PFL, hoje DEM”.

Folha: “Agora como secretário regional, como o senhor pensa que será seu futuro político? Pretende ser candidato a prefeito na próxima eleição em São Miguel?
Trevisan: “ Eu quero fazer um bom trabalho na SDR. Tenho um cargo de confiança, nomeado pelo governador, e até quando ele me quiser, serei secretário. Pretendo cumprir meu mandato como secretário por quatro anos. Para ser candidato, em menos de um ano, precisaria renunciar ao cargo. Quero estar à frente da secretaria”.

PALAVRA LIVRE
“Agradeço a compreensão de todos os partidos, pois acredito que todos queriam indicar o secretário. Houve o entendimento de que somente um ficaria no cargo e essa compreensão e paciência foram fundamentais. A imprensa sempre foi leal e verdadeira em relação aos assuntos que estavam acontecendo, e, à frente da regional, precisamos contar com essa parceria nessa importante pasta do Governo de Santa Catarina”, finalizou.

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