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Trânsito: A vez dos pedestres e ciclistas
Em lei, pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre motos e carros
Há pouco mais de dois meses, uma professora de Educação Infantil de São Miguel do Oeste que prefere não ter a identidade revelada, realizava seu trajeto diário para a escola: saía de casa, passava pelo centro da cidade até chegar ao local de trabalho. Como fazia o caminho a pé, e consciente de seu papel de pedestre, ela optava sempre em atravessar a rua pelo lugar que imaginava ser o mais seguro: a faixa de pedestre.
Contudo, o conceito de segurança da professora - em se tratando da faixa de segurança - mudou depois que ela foi atropelada por um motociclista que não respeitou pedestre algum, atingiu-a, não prestou socorro e fugiu. “Depois disso, fiquei com medo de atravessar na faixa, que para mim não é mais sinônimo de segurança, bem pelo contrário, agora acho um lugar perigoso para atravessar”, diz ela, que teve fratura na perna direita, luxação na clavícula e várias escoriações pelo corpo. Devido ao acidente, a educadora ficou 50 dias afastada das salas de aula.
Conforme dados do setor de comunicação social do 11º BPM (Batalhão da Polícia Militar), em São Miguel do Oeste, de 1º de janeiro a 22 de outubro deste ano foram registradas 46 ocorrências de atropelamento, dez a menos que todos os atropelamentos registrados em 2011. “É um número considerado expressivo e isso ocorre muito em função do desrespeito, falta de investimento em educação no trânsito e ainda falta de atenção de motoristas e pedestres”, diz o major Marcelo de Wallau da Silva.
BOM SENSO
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