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Trabalho na construção merece atenção
Há mais de uma semana, São Miguel do Oeste foi palco de um acidente de trabalho que vitimou um homem de 71 anos que residia em Paraíso/SC.
A segurança no trabalho pode evitar acidentes, e mais do que isso, pode evitar mortes.
O primeiro passo para se construir ou desmanchar uma obra, de acordo com o professor da Unoesc e engenheiro de Segurança do Trabalho, Júlio César da Silveira, é seguir as regras de segurança conforme uma norma. "Existe uma norma técnica especificamente para o ramo da construção, que é a NR18. Ela define diretrizes básicas de organização e planejamento para implementação de medidas de segurança em todas as etapas da obra", acrescenta.
Segundo ele, existe um programa que está incluído na norma, chamado PCMAT, que determina que as medidas de segurança devam ser elaboradas por um profissional legalmente habilitado. "Este profissional vai reconhecer nas mais variadas etapas da obra todos os riscos. Neste programa também estarão contidas todas as medidas cabíveis para a segurança dos funcionários, como por exemplo, de proteção coletiva, de organização de trabalho, de equipamentos individuais", explica.
Silveira analisa que todas as medidas de segurança devem ser cumpridas e acompanhadas de capacitação do empregado. "Não adianta ter medidas de proteção se não tiver a capacitação dos funcionários", enfatiza, ao dizer que todas estas medidas devem ocorrer antes de dar início a uma obra.
Ter um profissional habilitado na área que mais leva profissionais ao óbito torna a construção ou desmanche de uma obra mais segura desde o início. O CREA e o Ministério do Trabalho e Emprego auxiliam na fiscalização. "O número de óbitos em acidentes de trabalho na maioria das vezes está associado à construção civil. E quando se fala de acidente de trabalho na construção civil reporta-se à queda de altura. O principal é que o trabalhador tenha consciência dos riscos e essa é a maior dificuldade que as empresas têm em termos de prevenção, que é exatamente a de conscientizar o trabalhador dos riscos", analisa.
Segundo ele, a área civil acolhe trabalhadores de várias áreas e o grau de instrução destes trabalhadores é mais baixo do que de outras atividades econômicas, e tudo isso facilita a não prevenção.
O engenheiro declara, por fim, que a autoconfiança nesta e em outras funções também é prejudicial. "Isso é uma característica do ser humano. O trabalhador quando começa a adquirir confiança naquilo que está fazendo, ou seja, a adquirir a experiência, ele vai deixando de lado as questões de segurança. Infelizmente é uma tendência, é uma questão natural. À medida que isto acontece, ele vai se tornando um profissional mais vulnerável", enfatiza.
Ele concluiu enfatizando que as empresas devem trabalhar o tema segurança no trabalho com mais afinco e capacitação, para que os empregados usufruam dos métodos de prevenção.
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