Trabalhadores Rurais estudam propostas para solucionar crise do leite e prejuízos da estia

Os dirigentes de 13 Sindicatos de Trabalhadores Rurais da região E

Os dirigentes de 13 Sindicatos de Trabalhadores Rurais da região Extremo-Oeste estiveram reunidos na última quarta-feira na primeira reunião do ano. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste, Joel de Moura, na reunião foram definidas as metas emergenciais para amenizar a situação da estiagem na região e da crise do leite, que desde o segundo semestre de 2008 preocupa os pequenos produtores.

Conforme o sindicalista, os resultados da reunião foram colocados no papel e encaminhados à Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina) para que a questão seja anexada na agenda de trabalhos de 2009. \"Este ano vamos começar um trabalho forte na região com relação à organização da produção, vamos tentar adequar desde o número de animais por propriedades, até fomentar a criação de pequenas cooperativas, onde o agricultor possa ele mesmo, dentro dessas cooperativas, escolher o produto, fazer o resfriamento, para depois vender para as empresas. Com isso, acredito que vamos conseguir agregar valor ao litro de leite. Temos exemplos bem claros dentro do Estado de agricultores que estão trabalhando nesse sistema e o mínimo que receberam foi R$ 0,54 e da forma que está alguns agricultores da nossa região ganharam R$ 0,30\", reforça.

Moura ressalta que também foi encaminhado à Federação um pedido para que seja elaborado um estudo jurídico da situação da comercialização do leite na região. \"Talvez exista a possibilidade de se fazer uma denúncia à promotoria pública, pois do jeito que está não tem como continuar.\" As empresas estão pagando uma diferença muito grande de um produtor para outro, que chega a R$ 0,20 pela mesma quantidade e mesma qualidade de matéria prima. Então o comércio do leite está muito desorganizado \", argumenta.

Segundo o presidente, no final do ano passado a Federação tentou se reunir com os dirigentes das laticínios da região a fim de encontrar uma solução para essa questão, mas não obtiveram sucesso. Ele destaca que o preço do leite reagiu nos últimos dois meses, e subiu para R$ 0, 45 mas, ainda está longe do preço necessário que é de R$ 0,60 para garantir a permanência do agricultor no setor da agricultura.

COOPERATIVAS

Moura sinaliza que a alternativa encontrada para fortalecer o pequeno produtor é a criação de cooperativas e estarem amparados por leis federais e estaduais. \"Temos que pressionar o Governo do Estado e o Governo Federal para que criem leis que obriguem as empresas a seguir uma regra que beneficie ambas as partes. Quanto às cooperativas, o sindicato por meio da Federação vai procurar parcerias com prefeitos, Epagri, Projeto Microbacias, para fomentar essa idéia. Também vamos levar os agricultores para conhecer onde já estão trabalhando com esse sistema\", anuncia.

ESTIAGEM

A partir da reunião, os dirigentes apresentaram como proposta um pedido de anistia das dívidas dos agricultores. \"Propomos para a Federação que realize uma reunião com todos os prefeitos dos municípios que estão em estado de emergência para pedirmos anistia das dívidas, pois estamos desde o ano 2000 renegociando e os agricultores não estão conseguindo honrar com seus compromissos. Queremos fazer essa discussão na região e negociar junto ao Governo Federal a anistia dos custeios dos investimentos, pois acreditamos que seria uma das saídas para os agricultores. E inclusive a nossa proposta é de que se isso for possível, que o agricultor fique cinco anos com restrições para acessar outros créditos\", conclui.

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