Trânsito de SMOeste tem redução de 22% nos acidentes com lesões

Hoje, maioria dos acidentes com lesões corporais envolve motocicletas

O trânsito de São Miguel do Oeste continua sendo um problema, com acidentes frequentes e dificuldades diárias para motoristas e perdestes, porém um levantamento do departamento de trânsito do 11º Batalhão de Polícia Militar trouxe uma boa notícia – a redução de 22% dos acidentes com lesões corporais no município.

Conforme o comandante da 1ª Companhia do 11º BPM, capitão Marcelo de Wallau, em todos os acidentes atendidos houve uma redução de 7%, de 2008 para 2009. "É um percentual pequeno, mas dentro da realidade nacional, em?@que o número é crescente, é um bom resultado. Os 7% parece pequeno, mas o que realmente nos chamou atenção e nos deixa bastante contentes é a redução de 22% dos acidentes com lesões corporais", enfatiza.

Um fato que também colabora para os problemas no trânsito é o crescimento constante da frota, com uma média de 130 veículos novos licenciados por mês, sendo 25 deles motocicletas. "Com mais veículos é natural que se tenha um aumento de acidentes. Embora esteja aumentando esse número e as ruas tenham algumas coisas a serem melhoradas, através da fiscalização e de campanhas de trânsito, a gente está conseguindo segurar naquilo que realmente importa – que é a lesão corporal. O veículo consegue-se arrumar, mas a partir do momento que alguém se machuca, fica mais complicado", ressalta Wallau.

?@Em números, foram registrados 496 acidentes até agosto de 2009. Já em 2008 foram 832 acidentes em todo o ano, com um ligeiro aumento em?@se comparando com?@2007, onde foram registrados 786 acidentes no ano todo. Em 2008 foi registrada uma média de 70 acidentes por mês, contra 62 em 2009. "Existe uma estabilidade de um ano para o outro nos acidentes, mas o significativo é essa redução nos acidentes com lesões corporais", destaca.

Em São Miguel?@do Oeste, com dados de 31 de agosto de 2009, são 21.744 veículos no município, 5,3 mil motocicletas e motonetas, o que justifica em parte o número de acidentes, principalmente envolvendo motos, já que 43% dos acidentes são com motocicletas. Dos acidentes com lesões corporais, 43% também envolvem motocicletas. Só no mês de agosto foram 74 acidentes, 30 deles envolvendo motos.

Para o capitão, as maiores causas dos acidentes depende de um só fator – o motorista. "Isso não é só em São Miguel, mas o maior causador de acidentes é o motorista. Pressa, desatenção e imprudência são muitos fatores, assim como outros que influenciam, mas o maior causador é realmente a famosa pecinha atrás do volante. É só sair à rua e ver o pessoal que não respeita a sinalização, com velocidade incompatível, que dobram em uma esquina sem dar sinal. Muitas vezes é o pequeno detalhe mesmo. Quando se dirige em uma rodovia, com uma velocidade maior, há mais atenção, mas quando se está dentro da cidade, devido à?@ rotina acaba por relaxar a atenção, deixando de lado alguns cuidados", exemplifica.

Os atropelamentos também são constantes no município, e para Wallau também existe imprudência por parte deles. "Tem pedestre que acha que pelo fato de ter a faixa de segurança, esta?@lhe dá o direito de simplesmente chegar e atravessar a rua, e não é isso. Tem que parar, olhar para os dois lados porque pode ter um motorista desatento, aí você atravessa e corre o risco de ser atropelado, além de que existem muitos pedestres que atravessam fora da faixa", enaltece o capitão.

 

PONTOS CRÍTICOS

Para a PM e também para o Cotrasmo (Conselho Municpal de Trânsito), presidido por Wallau, a Rua Willy Barth continua sendo o ponto mais crítico de São Miguel do Oeste, com a maior incidência de acidentes, assim como o centro da cidade. "Existem problemas pela quantidade de veículos que trafegam pela via e também por uma série de problemas de engenharia de trânsito, assim como a divisão de responsabilidade da via pela prefeitura e Governo federal", salienta.

Entre os inúmeros problemas da Willy Barth está o número elevado de canteiros, problemas na sinalização e ampliação da fiscalização eletrônica, além dos estacionamentos. "Hoje em torno de 50% do total de acidentes está na Willy Barth".

A implantação de semáforos no município é uma das alternativas apontadas pelo Cotrasmo, também na esquina da Willy Barth com a Avenida Getúlio Vargas, porém é preciso tomar certos cuidados na instalação desses equipamentos. Há alguns anos, São Miguel já tinha semáforos que, segundo Wallau, sempre davam problemas e causavam filas. Hoje eles podem ser alternativas em alguns pontos, porém se for instalado em ruas centrais podem causar mais problemas ainda. "Talvez em alguns pontos seja necessária a substituição das rotatórias por semáforos, só que pelo número de veículos que têm, se simplesmente se colocar um semáforo em alguns pontos corre-se o risco de um problema imenso", sinaliza.

Outra alternativa estudada é a implantação de mão única em alguns pontos.

FISCALIZAÇÃO E PREVENÇÃO

De acordo com o capitão Wallau, hoje a Polícia Militar realiza uma série de atividades no trânsito e de uma forma considerada bem satisfatória, com bons resultados. "Claro que se houvessem mais policiais seria maior a fiscalização, é uma questão de lógica. Se hoje, com um efetivo reduzido, estamos conseguindo reduzir os acidentes, talvez com um efetivo maior a redução seria maior ainda", enfatiza.

Sobre a possibilidade de criação de uma Guarda Municipal, Wallau acredita que essa é uma alternativa que precisa ser muito bem analisada. Segundo ele, em primeiro lugar porque se tem um custo bem elevado, que talvez SMOeste não possa arcar, já que notificações de trânsito não podem ser usadas para pagar salário. "Não sei se SMOeste comportaria, e eu pessoalmente tenho uma série de restrições contra essa implantação", expõe.

Além da fiscalização, o trabalho no trânsito de SMOeste também tem foco na educação. "Temos investido bastante na parte da educação para o trânsito, com programas educativos, palestras, e isso tem dado bons resultados. Hoje, a preocupação da Polícia Militar é com um trabalho muito mais preventivo do que repressivo, porque muitas vezes a educação e a preparação do motorista do que a punição", frisa.

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