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SUS modifica tratamento para doença falciforme
O Ministério da Saúde incluiu na Assistência Farmacêutica do SUS (Siste
O Ministério da Saúde incluiu na Assistência Farmacêutica do SUS (Sistema Único de Saúde) o medicamento Deferasirox para tratamento de pacientes com sobrecarga de ferro no organismo, causada pelo excesso de transfusões de sangue. O Deferasirox, na forma de comprimido, vai trazer ganho de qualidade de vida principalmente para as pessoas com a Doença Falciforme. Freqüentemente submetidos a transfusões sanguíneas, elas só contam com uma bomba de infusão para controlar a sobrecarga de ferro.
A expectativa é de que, com o novo remédio, um número de pessoas atendidas pelo programa dobre e passe de 540 para 1.000 pacientes. A inclusão do medicamento na lista do SUS foi aprovada pela Comissão de Incorporação de Tecnologias do Ministério da Saúde.
A Doença Falciforme, com maior incidência entre a população afrodescendente, é uma das enfermidades hereditárias mais comuns no Brasil e no mundo. Caracteriza-se pela alteração da forma das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) que, em determinadas situações, podem adquirir o formato de foice - daí o termo falciforme -, provocando anemia, crises de dor, além de complicações no baço, fígado, pulmões e sistema nervoso central. A mutação que gerou a doença originou-se na África e chegou ao Brasil por meio dos africanos trazidos para a escravidão.
Os pacientes necessitam de transfusões de sangue a cada quatro ou seis semanas, o que provoca, ocasionalmente, uma sobrecarga de ferro, nutriente cujo excesso o organismo, sozinho, não é capaz de eliminar. Esse acúmulo de ferro, entre outras conseqüências, aumenta o risco de doenças cardíacas.
Cerca de três mil crianças nascem por ano no Brasil com a Doença Falciforme, o equivalente a um caso para cada mil nascidos vivos. Em Santa Catarina, onde a população afrodescentente é minoritária, de cada 13 mil nascidas vivas uma apresenta o diagnóstico.
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