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Supremo defere liminar e Nelsinho acelera a campanha
Nelsinho afirma que sai fortalecido e agora campanha será de comparação
O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) deferiu liminar na noite da última segunda-feira, dia 27, e agora Nelson Foss da Silva (PT) diz que está apto a se reeleger prefeito de São Miguel do Oeste.
O relator ministro Marco Aurélio Belizze, presidente da Quinta Turma do STJ, foi quem analisou o caso e deferiu a liminar, impetrada pela assessoria jurídica da coligação “A Força do Povo”, formada pelo PT, PP, PTB, PR e PV. Nelsinho teve seu pedido de candidatura impugnado na 45ª Zona Eleitoral, com sede em São Miguel do Oeste, e também no Tribunal Regional Eleitoral, em Florianópolis; porém, em Brasília, no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) a defesa do candidato obteve êxito.
Nelsinho nas duas primeiras condenações havia sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa por um crime ambiental. Quando era um dos diretores da Cooperoeste Terra Viva, uma lagoa de decantação acabou vazando e poluindo o rio Camboin e por isso alguns diretores e a empresa foram penalizados pela Justiça.
A notícia foi recebida pela coligação ainda durante o comício que estava acontecendo em linha Bela Vista das Flores e foi como uma vitória. Correligionários inclusive ensaiaram uma carreata e soltaram muitos fogos de artifício, comemorando a reviravolta na noite fria de segunda-feira.
Durante coletiva com a imprensa na manhã de ontem, no comitê da coligação, com a presença dos deputados estaduais padre Pedro Baldissera (PT), Sílvio Drevek (PP), dezenas de candidatos e simpatizantes, na majoritária, falaram do desgaste que tiveram com essa ação. O candidato a vice-prefeito, Leonir Caron (PP), reconheceu que foram momentos de aflição e angústia, mas agora, com a notícia boa, muitos se emocionaram e a coligação sai definitivamente para a campanha. “Nas visitas ao comércio, estamos encontrando ninhadas de votos favoráveis a nós. Na casa dos ricos encontramos dois votos e na dos pobres sete votos. Não que o rico não mereça atenção, mas precisamos também ter a consciência de que a maioria está com a gente. Vamos motivar ainda mais a nossa militância”, destacou.
Caron enalteceu que agora Nelson precisa mais de seu apoio e sairá bem mais do que antes em busca do voto. “Também precisamos enaltecer o empenho da primeira-dama e assessora jurídica Adriana, que fez a nossa defesa e conseguiu sucesso em Brasília”, finalizou.
Nelsinho, por sua vez, comentou que após a notícia positiva do habeas corpus está mais aliviado e agora não precisará mais fazer uma campanha explicando o processo e sim as propostas de campanha, politizando o debate. Ele avisou que a campanha será de comparação entre os 3,5 anos de seu governo, contra os oito anos de seu opositor, João Carlos Valar (PMDB). “Temos certeza de que nessa comparação irá nos sobrar alguns bons trocos e agora também apresentaremos aquilo que pretendemos fazer nos próximos quatro anos. Nosso plano de governo está pronto, mas não tínhamos imprimido em virtude desta questão”, explicou.
O candidato não deixou de alfinetar seus opositores sobre a questão do desenvolvimento. “Eles acham que desenvolvimento é só trazer empresas para o município, mas em nossa concepção o desenvolvimento começa pela área social, humana, mas também focamos as empresas. Nossos índices de empregabilidade em São Miguel foram recordes nos últimos três anos e faremos este debate a partir de agora. Vamos fazer uma comparação de projetos das equipes que acompanham estas duas coligações, avisou.
O petista disse que a campanha já vinha numa crescente e o apoio dos partidos da aliança em manter sua candidatura até o fim representou uma confiança sem precedentes e que agora todos irão buscar a vitória voto a voto. Nelsinho, que aparentou tranquilidade nesse período em que teve sua candidatura impugnada, salientou que a justiça seria feira, pois quem não deve não teme. “Tínhamos a convicção de que a minha condenação não caberia numa situação absurda como essa, o impedimento de minha candidatura, pois minha condenação não foi pelo mau uso do recurso público. Por aquilo que sentia nas ruas, pela apreensão das pessoas indecisas, nossa militância fez uma festa espontânea após a decisão do STJ. Por tudo isso, acredito que saímos fortalecidos deste processo”, concluiu Nelsinho.
Nelsinho: ?Condenação era absurda, pois não fiz mau uso do recurso público?









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