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Sindicatos firmam acordo de salários normativos para a região
O normativo passará de R$ 485 para R$ 540 nas cidades maiores
A representante do Sindicato dos Empregados do Comércio do Extremo Oeste de Santa Catarina, Ivanir Maria Reisdorfer, e o representante do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista do Extremo Oeste de Santa Catarina, Francisco Antônio Crestani assinaram na tarde da segunda-feira, dia 18, a Convenção Coletiva de Trabalho relativa ao mês de maio de 2009 a abril de 2010, que já passa a valer a partir do dia 1º de maio de 2009. No acordo ficou estabelecido que o salário normativo para a categoria profissional dos municípios de Campo Erê, Descanso, Dionísio Cerqueira, Guaraciaba, Itapiranga, Iporã do Oeste, São José do Cedro e São Miguel do Oeste passará de R$ 485 para R$ 540. Em nos municípios de Anchieta, Bandeirante, Barra Bonita. Belmonte, Guarujá do Sul, Paraíso, Princesa, Santa Helena e Tunápolis o salário normativo passará de R$ 465 para R$520. A presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio do Extremo Oeste de Santa Catarina, Ivanir Maria Reisdorfer, fez uma avaliação positiva do acordo. "Os pisos melhoraram bastante. Houve por parte do Sindicato Patronal também uma compreensão, tanto é que conseguimos quase atingir o mesmo percentual do salário mínimo nacional, que foi um reajuste de 12% e nós conseguimos para os pisos uma média de 11,8 %. E particularmente para as cooperativas houve um reajuste bastante significativo que foi de 13,21% para os pisos, passando de R$ 530 para R$ 600, assim como ocorreu um aumento nos salários. Então temos uma avaliação positiva. Embora não sendo uma solicitação dos trabalhadores, que era de um reajuste de 15%, com parâmetro mínimo de 12%, mas, dentro do piso da categoria, ficou muito próximo a isso", ressalta. O representante da classe patronal Francisco Antônio Crestani enfatiza que embora o momento na economia não seja muito propício, o acordo conseguiu beneficiar os dois lados. "Não foi a negociação que nós gostaríamos, pois o salário mínimo ao ter um índice bastante alto de aumento obrigou-nos quase a dobrar o valor dos pisos, e todos eles ficaram acima de 11%, sendo que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) indicou 5,83%. Porém, acredito que o trabalhador mereça isso, talvez até mais, mas em função da situação que temos hoje nas empresas, as dificuldades que estamos passando, acho que ficamos dentro de um bom senso tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. Esperamos que isso reflita no ponto de vendas, que haja um incremento nas vendas também, pois para aumentar as vendas só com aumento de salários", finaliza.
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