Saúde na mira dos vereadores oposicionistas

Logo na primeira sessão ordinária de 2011, realizada na noite de quinta-feira, dia 17, a saúde foi o principal tema discutido entre os legisladores de São Miguel do Oeste. A sessão foi presidida pela vereadora Dete Fabiani (PMDB), vice-presidente do Legislativo, pois o presidente Flávio Ramos (PMDB) não pôde estar presente à sessão por motivos particulares.
Durante a sessão, os vereadores Airton Fávero (PMDB) e Genésio Colle (PDT) apresentaram requerimento destinado ao prefeito Nelson Foss da Silva (PT) solicitando informações sobre os atendimentos no setor de Saúde após o descredenciamento, pelo SUS, do hospital Casa Vitta.
Os vereadores querem saber onde está sendo realizado o atendimento básico à comunidade, como o plantão médico e a atenção básica de saúde, além de demais atendimentos que eram disponibilizados pelo SUS.
Segundo Dete, na semana passada, os vereadores aprovaram uma suplementação de R$ 5 milhões para a Saúde, contemplando também a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que já deveria estar concluída. “Se tivesse sido construída em 2009, quando o projeto de Lei da UPA foi aprovado, teríamos esse atendimento básico. Mas ela não foi construída ainda. O município tem que arrumar uma solução imediata para o atendimento à população, 24 horas”, cobrou a vereadora.
Por sua vez, Fávero ressaltou que, após o descredenciamento do Casa Vitta junto ao SUS, todos as noites, das 19h às 7h da manhã, nos fins de semana e nos feriados, a população está desprotegida. “O município achou que, com a abertura do Hospital Regional, estaria livre do atendimento básico. E isso não é verdade. Está claro, pelas entrevistas da direção do hospital, que aquele que for buscar atendimento básico no Hospital Regional não será atendido. Só será atendido se um médico fizer o encaminhamento”, afirmou.
Já o vereador Gilmar Frigeri (PT) frisou que a informação dada pelo Estado, antes de o hospital entrar em funcionamento, era de que o HRE iria atender, nos primeiros meses,  a demanda de São Miguel do Oeste. “Com relação à UPA, todos sabemos que existe muita burocracia e eu isso demora para sair do papel”, argumentou.

MAIS PROPOSIÇÕES
Mais duas proposições apresentadas na quinta-feira também envolvem o setor da Saúde, ambas relacionadas ao Hospital Regional. Através de moção, o vereador Nini Scharnoski (PP) sugere que o município realize parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional para o asfaltamento da Rua José Bernardi, no bairro São Gotardo, criando uma via secundária de acesso ao Hospital Regional.
Scharnoski também é autor de uma indicação, subscrita pela vereadora Claudete Fabiani, em que pede a instalação de uma lombada física ou eletrônica, além da pintura de faixas de segurança, na Rua São Cristóvão, situada no bairro São Gotardo, principal via de acesso ao Hospital Regional.
O vereador destaca que o funcionamento do Hospital Regional fez com que o movimento na região aumentasse. “Além disso, na mesma rua estão instalados uma creche, o posto de saúde do bairro e uma escola. É preciso criar mecanismos para que as pessoas tenham mais segurança ao passar pela rua”, justificou.

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