São Miguel do Oeste: prefeito e presidente da Câmara voltam a trocar acusações

São Miguel do Oeste: prefeito e presidente da Câmara voltam a trocar acusações
Folha do Oeste

Nelsinho disse que Nini só atrapalha a prefeitura. Já o vereador acusa prefeito de não ter moral na sociedade

Nesta semana, veio à tona mais um capítulo da briga entre dois desafetos da política migueloestina: o prefeito Nelson Foss da Silva (PT) e o presidente da Câmara de Vereadores, Nini Scharnoski (PP). Em entrevista a uma emissora de rádio de São Miguel, o prefeito Nelsinho classificou Nini como um vereador que atrapalha a administração, não trabalha para o município e só joga para a torcida. Um detalhe importante é que Nini pertence ao mesmo partido do vice-prefeito Vilson Watte. Na entrevista, Nelsinho disse que vai se envolver diretamente na eleição da Mesa Diretora, que ocorre ainda este mês. O próximo presidente terá mandato de dois anos. Dos nove vereadores, o atual prefeito conta com o apoio de quatro. Nini é tido como oposição pelo prefeito, junto com outros quatro legisladores, sendo três do PMDB e um do PDT. ?O próximo presidente da Câmara deve ser um vereador que trabalhe pelo município?, alfinetou Nelsinho.
Diante destas acusações, Nini encaminhou uma nota para a imprensa na tarde de ontem, defendedo-se das acusações e contra-atacando Nelsinho.

ERROS EM PROJETOS
Diz a nota que o prefeito Nelsinho vetará o projeto de Lei aprovado na Câmara, de autoria de todos os vereadores, o qual denomina de Conjunto Habitacional Vila Nova o loteamento popular Acomar, no bairro São Luiz. O veto se daria devido a um erro no projeto. Nini explicou que houve um erro de digitação. ?Foi um pequeno erro que não altera em nada o projeto. Não é grave a ponto de justificar a incompetência da administração nos erros cometidos nos projetos deles. No que criou a banca municipal, de autoria do Executivo, dos oito artigos, três precisaram ser corrigidos pelos vereadores. ?Também há um projeto que o prefeito vetou. O projeto era um, mas no ofício encaminhado ao Legislativo, ele se referia a outro, o que atrapalha no processo. São erros grotescos?, disse.

GRATIFICAÇÕES
Nini também explanou sobre o projeto de lei protocolado na Câmara, que estabelece gratificação aos servidores que participam das comissões de licitações. ?A reforma administrativa contempla, no estatuto dos servidores, esse projeto. Para quê vamos votar um projeto que está contemplado em outro??, questionou.

ATRASO NAS VOTAÇÕES
O presidente da Câmara explicou que as comissões têm 15 dias para analisar e dar os pareceres sobre os projetos, e dentro desse período eles podem ser encaminhados para assessoria jurídica, que tem mais 15 dias para análise ou consultas ao Tribunal de Contas. ?Os projetos em regime de urgência têm 45 dias para serem votados. Então é uma série de questões que o prefeito não explicou?, disse.
Nini recordou do projeto que aprovava a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), protocolado no Legislativo no dia 6 de março, e já no dia 13 estava sendo votado. Scharnoski também lembrou da situação da creche do bairro Jardim Peperi: ?No dia 2 de junho, o projeto entrou na Casa e no dia 8 já estava aprovado, porque o prefeito pediu pressa. Agora, onde está a obra? Por que o prefeito não explica para a população onde está a creche??, indagou.

PROJETOS DA REFORMA
O presidente do Legislativo também comentou sobre a exigência de pressa para a votação da reforma administrativa e tributária. ?A Administração Municipal pegou uma empresa de fora, pagou cerca de R$ 700 mil, levaram mais de um ano para fazer o projeto e querem que os vereadores votem em 15 dias? É o destino de São Miguel do Oeste que está nesse projeto, e que vai passar pelas mãos os vereadores. Temos que ter cautela ao analisar isso?, afirmou.

TRAIÇÃO
Na acusação de Nelsinho, de que Nini teria traído a aliança que venceu as eleições municipais, o vereador disse que nunca traiu a coligação e que faz parte de um partido que está no governo que administra o município. ?Me elegi com  cinco votos para a presidência da Câmara, contando o meu voto. Votei em mim. Os vereadores Altair Panis, Gilmar Frigeri e o Antônio Orso votaram no vereador Milto Annoni, que era oposição. Se alguém traiu, não foi o vereador Valnir Scharnoski?, afirmou.
O presidente afirmou ainda que nunca traiu o prefeito porque nunca prometeu votar no vereador que ele indicasse. ?Eu disse que queria que votassem em mim. Perderam a oportunidade de me eleger com nove votos. Não acreditaram no meu poder de articulação?, destacou.
Scharnoski disse ainda que considera traição o fato de o prefeito ter assinado, durante a campanha, um documento em que se comprometia a não aumentar os impostos e buscar mecanismos para reduzir a carga tributária, mas apresentou um projeto na Câmara aumentando o valor da Unidade Padrão Municipal. ?Eu não preciso assinar nada, tenho palavra. Não prometi nada ao prefeito. Tenho compromisso moral com os vereadores que me elegeram presidente da Câmara e vou retribuir o voto, porque eu tenho palavra?, salientou.

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