SANTA CATARINA

Representante da Veigamed diz que não vai falar à CPI

Representante da Veigamed diz que não vai falar à CPI
Rodolfo Espínola/Agência AL

No final de tarde desta segunda-feira, dia 15, um dos representantes da Veigamed, Fábio Deambrósio Guasti, informou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) que não pretende participar da sessão desta terça-feira, dia 16. Ele, que está preso preventivamente no âmbito da Operação Oxigênio, era um dos convocados para prestar depoimento. Outro convocado pela CPI, Pedro Nascimento Araújo, diretor da Veigamed, encontra-se foragido, diferentemente do que foi publicado em notícia anterior pela RCN Online.  

Segundo a força-tarefa formada por Ministério Público, TCE (Tribunal de Contas), e Polícia Civil, para investigar a aquisição dos equipamentos, a prisão de Guasti deve-se à destruição de provas e pulverização do dinheiro. O relatório que embasou o pedido cita um pagamento de "comissão" de R$ 2 milhões a ele.  

Nesta terça, serão ouvidos dois importantes servidores da Secretaria de Saúde: José Florêncio da Rocha, coordenador do Fundo Estadual de Saúde, e Débora Brum, técnica administrativa da pasta e então imediata da servidora Marcia Regina Geremias Pauli. 

José Florêncio é apontado por Marcia como uma das pessoas que saberia dizer de onde partiu a ordem para pagamento antecipado. Como atua na parte financeira, poderá esclarecer os fatos que levaram o Estado a quitar os respiradores logo após a chegada da proposta.

Já Débora Brum é apontada como a responsável por certificar a assinatura digital de Marcia no sistema de processos eletrônicos. Ela possuía senha no sistema que permitia fazer alterações, diferente da ex-superintendente. 

"A CPI caminha na estrada de juntar os pontos, ligar as vírgulas, para poder, dentre todo esse emaranhado de documentos, dar uma resposta rápida para Santa Catarina. Por mais que a gente tente solucionar esse processo com a velocidade que eu, os deputados e todos os catarinenses esperam, é preciso trilhar um processo de investigação", disse o relator, deputado Ivan Naatz (PL).  

Os deputados também aguaram uma resposta do governador Carlos Moisés da Silva, que teve convocação aprovada na semana passada. Segundo parecer da Procuradoria da Assembleia, Moisés tem tratamento diferenciado na CPI pelo cargo que ocupa. Ele pode responder as perguntas por escrito, ou decidir o horário e local da sessão.  

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