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Renda e qualidade de vida são tema de encontro
Programa Propriedade Sustentável foi ampliado e atende a famílias de sete municípios
Famílias de sete municípios da região que fazem parte do Programa Propriedade Sustentável estiveram na última quinta-feira, dia 12, na sede da AABB, em São Miguel do Oeste, participando de um encontro de confraternização e motivação. De acordo com o coordenador do programa na região, Celso Pértille, foi uma oportunidade para as famílias trocarem experiências, conhecimento e, acima de tudo, debater a sustentabilidade no meio rural. “Buscamos alavancar três pilares, que são os aspectos sociais, econômico e ambiental, além de realizarmos um estudo das ameaças e oportunidades que a agricultura está presenciando”, comenta.
Para ele, o objetivo do programa é fazer a propriedade evoluir e crescer, com a família tendo mais renda, num ambiente melhor e que possa viver harmoniosamente na sociedade. “Além desta integração, estamos fazendo com que estas famílias sejam espelho e busquem a sustentabilidade, contribuindo para que as demais famílias de sua comunidade também se desenvolvam”, destaca.
O programa iniciou em 2007, com 18 famílias em três municípios. Atualmente, o programa foi estendido para um total de sete municípios (Paraíso, Bandeirante, Barra Bonita, Iraceminha, Guaraciaba, Romelândia e São Miguel do Oeste). “Fizemos uma expansão do programa visando um processo evolutivo contínuo na agricultura. Como é um projeto desenvolvido pela Souza Cruz, com parceria de entidades como Fetaesc, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Epagri, a exigência é de que a família participante seja produtora de tabaco”, informa.
Ainda conforme Pértille, o trabalho é feito a médio e longo prazo. Observando as pessoas mais novas, o intuito é fazê-las ver que a agricultura é uma oportunidade de se ganhar dinheiro. “A sustentabilidade passa por uma sucessão familiar e é importante o jovem ver a agricultura como uma oportunidade de ganhar dinheiro e um lugar bom de se viver”, finaliza.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Joel de Moura, salientou que o programa nasceu no movimento sindical e foi alavancado pela Fetaesc e Souza Cruz, visando à melhoria da qualidade de vida. “Um dos três projetos pilotos no Estado foi implantado aqui em São Miguel do Oeste há cinco anos e tem dado muito certo. Inclusive outros estados e países estão vindo buscar mais detalhes do projeto”, destacou.
Segundo Moura, automaticamente algumas famílias vão saindo do programa, pois conseguem buscar a administração de suas propriedades e outras vão sendo inseridas. “No final do ano, o agricultor tem sua própria contabilidade, onde sabe exatamente qual a atividade que dá lucro ou prejuízo. Acompanhamos estas propriedades no geral e todas as atividades são analisadas e não somente a fumicultura, como muitos imaginam”, finaliza o sindicalista.
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