Projeto de piso estadual será analisado entre governador, trabalhadores e empresários

A proposta define em R$ 524 o salário mínimo estadual

Os representantes das cinco centrais sindicais, de federações e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) reuniram-se na tarde de ontem, dia 7, com o governador Luiz Henrique e a secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Dalva de Luca Dias, para tratar do projeto do Piso Estadual de Salários. O projeto já é discutido há dois anos pelo movimento sindical mas precisa ser encaminhado pelo Executivo para a Assembléia Legislativa. Na ocasião, o diretor da Fecesc (Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina), Ivo Castanheira, expôs o projeto ao governador e falou dos benefícios que o salário mínimo estadual pode trazer aos trabalhadores e à economia do Estado.

Após a reunião, o governador afirmou que quer encaminhar um projeto de consenso entre os representantes dos trabalhadores e dos empresários. Para isso ele definiu uma nova reunião para o dia 3 de novembro, com a presença de representantes da Fiesc,  Fampesc, Fecomércio e Federação da Agricultura, além das centrais e do Dieese.

SALÁRIO ESTADUAL

O projeto do Piso Estadual de Salário prevê a implantação de um salário mínimo para Santa Catarina nos moldes já implantados em outros estados. A proposta define em R$ 524 o salário mínimo estadual, que seria maior do que os atuais R$ 415 do salário mínimo nacional. Para o Dieese e parlamentares favoráveis ao projeto, a economia do Estado tem condição de arcar com esta elevação do salário regional por ser uma das mais pujantes do País, crescendo mais do que a média nacional.

As vendas do comércio e a produção da indústria no Estado têm tido constantes altas, atingindo  também índices acima da média do País. Além disso, a economia também ganha com o novo salário, já que recebe mais dinheiro através do consumo. O salário regional vai beneficiar diretamente os setores que não têm um piso definido para sua categoria nem tem representação sindical. Indiretamente contribui para as negociações salariais na medida em que funciona como um índice de comparação, ainda que em muitos casos seja um valor abaixo do negociado.

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