Professor perde pasta e polícia descobre pedofilia
Acusado foi preso na manhã de sexta-feira (09) em São Miguel do Oeste
Um professor, de 37 anos, que lecionava para alunos do Ensino Fundamental e Médio em uma escola de Barra Bonita, suspeito de estupro de vulnerável, foi preso na manhã de ontem.
Ele extraviou uma pasta com fotos e documentos pornográficos, envolvendo crianças, naquele município. Devido à agressividade das imagens expostas nas fotografias, envolvendo inclusive bebês, a pessoa que localizou a pasta fez imediatamente contato com a Polícia Civil de São Miguel do Oeste.
O fato motivou o início das investigações em 31 de outubro, segundo comenta a coordenadora dos trabalhos, delegada Lisiane Junges. No dia seguinte, de posse de autorização judicial, a Polícia Civil realizou buscas na casa do professor e apreendeu farto material pornográfico - fotos, sites e filmes, com cenas de abuso e violência sexual explícita, contra crianças e adolescentes. Em outros locais em que ele atuava com vínculos empregatícios como em um estúdio de tatuagens também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
A delegada comenta que também há indícios de que o professor teria abusado de pelo menos nove alunas com idade entre 11 e 14 anos, na escola em que lecionava. As meninas já haviam denunciado as investidas do professor - que iam desde passar a mão no cabelo até nos seios e na região genital - à direção da escola. Esta por sua vez, estaria adotando as medidas administrativas necessárias em relação ao caso. “A escola iria informar a situação à polícia, mas nós chegamos antes em virtude da pasta. Foi uma feliz coincidência”, diz Lisiane, acrescentando que o autor ministrava aulas no educandário desde fevereiro.
De acordo com ela, o professor confirmou ser o dono da pasta encontrada, mas negou as acusações feitas pelas meninas. Ele deve ser ouvido novamente após a conclusão das perícias nos documentos e equipamentos apreendidos. “Há suspeita de que ele faça parte de um grupo, de uma rede, para ter acesso a esse tipo de imagens e sites”, revela.
A delegada representou pela prisão preventiva do professor. O mandado foi cumprido na manhã de ontem e o suspeito foi encaminhado para a Unidade Prisional de São Miguel do Oeste. O inquérito deve ser concluído em no máximo 30 dias.
Para preservar o andamento das investigações e, especialmente, a identidade das vítimas, o nome do suspeito não foi revelado.
CASO PREOCUPANTE
Em Santa Catarina, no ano passado, foram registradas mais de 1,4 mil ocorrências. O número é bem próximo de 2010, que apresentou uma diferença de apenas quatro casos a mais que o ano passado. A violência sexual contra crianças e adolescentes, entretanto, não é somente realidade das grandes cidades. Os casos, por vezes, estão mais perto do que se imagina e para percebê-los, os profissionais da rede de atendimento às vítimas indicam que a criança sempre mostra, de algum modo, que passa por uma situação de abuso sexual. Isso pode ser pela fala ou por meio de sinais, como desenhos, utilização de um linguajar sexualizado impróprio para a idade, pesadelos e medos incomuns. Pode ser, também, através de sintomas físicos ou resistência para ver determinadas pessoas.
Delegada Lisiane coordena investigações
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