Produção leiteira impulsiona movimento econômico da agricultura

Produção leiteira impulsiona movimento econômico da agricultura
ascom

Impulsionar o desenvolvimento da agricultura, apoiar e incentivar iniciativas são algumas das prioridades da Administração de São Miguel do Oeste, através dos trabalhos das secretarias de Agricultura, Pecuária e Piscicultura, Desenvolvimento Econômico e Obras. O município tem hoje base econômica voltada à produção leiteira e se solidifica como uma das maiores bacias do Extremo Oeste.

Com o intuito de conhecer novas técnicas e avaliar o trabalho desenvolvido na produção leiteira, o prefeito João Valar, juntamente com os secretários de Agricultura, Deoclides Dalla Rosa, da Fazenda Pedro De Conto e de Desenvolvimento Econômico, Renato Romancini, visitaram propriedades do interior do município, na tarde de terça-feira, 09. Atualmente, o leite é responsável por 18,4% do movimento total da agricultura. O crescimento é maior a cada ano. De 2011 até o ano passado o aumento registrado chega a 49,24%. Somente em 2013 foram comercializados R$ 17,7 milhões. “O crescimento na agricultura é cada vez maior, pois os proprietários estão investindo não apenas na estrutura, mas na genética. Assim como apoiamos as granjas, responsáveis por 43% do movimento agrícola, hoje também estamos incentivando a produção leiteira em nosso município”, comenta Valar.

Para contribuir ainda mais com os agricultores a Prefeitura desenvolve o projeto Porteira para Dentro, que engloba melhorias nos acessos às propriedades, cascalhamentos, terraplenagens, abertura de valas e demais serviços de infraestrutura. Como explica o secretário Dalla Rosa, quando o agricultor pretende ampliar seus negócios e necessita de serviços de máquinas, o mesmo deve elaborar um projeto o qual é avaliado pelo COMDES - Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável e, se aprovado, encaminha para análise da Câmara de Vereadores.

FONTE DE RENDA GARANTIDA

Grande parte dos agricultores atua com o sistema tradicional, no qual os animais se alimentam nas pastagens ao ar livre e, nos horários da manhã e final de tarde, são encaminhados para a ordenha. O agricultor João Favaretto, da linha Aparecida, que trabalha há 33 anos com a produção leiteira, afirma que esse é o “carro chefe” do orçamento, para quem está no campo. “O leite é à base de sustentação, por isso cada vez mais as famílias tem investido neste ramo.”, comentou. Ele cita que atualmente as 30 vacas produzem em torno de 450 litros de leite ao dia. “Houve épocas, quando tínhamos mais pessoas para ajudar na propriedade, que chegamos a produzir 950 litros por dia. Hoje, estamos em poucos, mas não abandonamos o leite”, comparou.

Para a agricultora Salete Forchesatto, do Alto Guamerim, que no último mês comercializou 31 mil litros de leite, o produto também mantém as pessoas na lavoura. “Nós incentivamos muito nosso filho para estudar e permanecer no campo, pois é muito bom ser agricultor. Temos nosso próprio negócio e a

produção de leite, hoje, é algo que mantém as famílias, basta trabalhar juntos e com os mesmos objetivos”, considera ela. Diferente de muitos agricultores, Altair Rech da linha Três Barras, conta com a ajuda de toda a família nas atividades rurais. Os três filhos se dedicam a trabalhar na propriedade, especialmente na produção leiteira. A filha, Aline, de 24 anos, tem formação superior em tecnólogo de laticínios e, hoje, aplica na propriedade o que aprendeu na universidade. “Não basta apenas o jovem estudar, se os pais não dão oportunidade de colocar em prática tudo o que se aprende. Eu posso aplicar na nossa propriedade o que aprendi e digo aos jovens que busquem continuar os negócios da família, administrar a propriedade e assim obter bons resultados”, comenta Aline.

INOVAÇÕES: FRE STALL E COMPOSTO BARN

Com os trabalhos da municipalidade, em cascalhamento e terraplenagens, as propriedades rurais de Lírio Signor e Evandro Rech, estão inovando com modelos diferenciados para melhorar os resultados na produção leiteira. Na fazenda do Lírio, a opção foi pelo Free Stall, um sistema no qual se produz o leite com o gado confinado, sendo que a produção pode ser três vezes maior que o sistema tradicional. Tem vacas que chegam a produzir 50 litros de leite ao dia. Conforme o responsável pela administração do negócio, Carlos Montovaneli, atualmente a produção é de 150 mil litros ao mês, com três ordenhas ao dia. Ele explicou para a equipe da administração detalhes do ambiente e do sistema informatizado, no qual é feito todo o controle dos animais. Em dois meses, o número de animais em lactação deve chegar a 200, conforme cita Montovanelli. Há dois anos avaliando qual seria o melhor sistema para diminuir custos, aumentar a produção e qualidade de vida dos animais, o empresário Evandro Rech optou pelo Composto Barn, considerando a realidade atual.

Com a terraplenagem pronta e os primeiros postes colocados, Rech se prepara para organizar o novo espaço que abrigará em torno de 100 vacas leiteiras. Ele observa que cada agricultor deve avaliar qual é o melhor investimento e qual o sistema mais adequado para a sua realidade. Esse sistema é composto basicamente por uma grande área de cama comum (área de descanso), normalmente formada por maravalha ou serragem, separada do corredor de alimentação ou cocho por um beiral de concreto. O diferencial deste sistema é a compostagem que ocorre ao longo do tempo com o material da cama e a matéria orgânica dos dejetos.

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