Prioridade do Estado é preencher vagas da Educação

Nova divisão partidária foi feita nessa semana para os demais cargos comissionados

O Governo do Estado de Santa Catarina permanece com indefinições nas Secretarias de Desenvolvimento Regional e nos demais cargos comissionados, sendo que o impasse só deve se resolver a partir de fevereiro. Conforme o presidente municipal do Democratas, Vilson Trevisan, na última segunda-feira, dia 17, foi realizada uma reunião em Florianópolis, onde ficou definida a nomeação imediata dos cargos comissionados na Educação, entre eles os diretores das escolas estaduais. A urgência se explica pela proximidade do início do ano letivo, marcado para o próximo dia 7 de fevereiro. Segundo Trevisan, os nomes da Educação devem ser definidos até o dia 31, com base no acordo partidário e com posse dos escolhidos já no dia 1º.

Nesta semana também foi definida a divisão dos cargos dos secretários de Desenvolvimento Regional e dos diretores gerais por partido. Nas 36 SDRs assumem: 14 nomeados pelo PMDB, dez pelo DEM, dez pelo PSDB, um do PPS e um do PTB. Também houve uma nova divisão na porcentagem dos demais cargos comissionados, de acordo com a participação dos partidos que compõe o governo e pelos deputados eleitos para a Assembleia Legislativa. Na nova divisão os cargos serão, 35 % do PMDB, 30 % do PSDB, 27% do DEM, 5% do PPS e 3% do PTB. Conforme Trevisan, apesar de o Democratas ter mais deputados eleitos, houve um acordo para redução de sua porcentagem e abertura de vagas para os demais partidos da coligação que governa Santa Catarina.

Trevisan explica que a prioridade agora está em nomear os cargos da Educação. Outros cargos que não dependiam de acordo político, como é o caso das forças de segurança também já foram definidas. Já os nomes para os demais cargos políticos, entre eles as SDRs, Gerências, Cidasc e Epagri, entre outros, só devem ser definidos a partir de meados de fevereiro.

Segundo informações, na Secretaria de Desenvolvimento Regional, o comando deve ficar com Vilson Trevisan (DEM) ou com o ex-secretário, João Carlos Grando (PMDB). Ainda são cogitados os nomes do secretário interino Vilson Eduardo Bratkowski (PMDB), do ex-prefeito Moacir Martelo e do diretor geral Everaldo Di Berti (PSDB).

Na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, são cotados os nomes do ex-secretário Alcedir Casagrande (DEM) e do secretário interino Flávio Berté (PSDB). O nome do prefeito de São José do Cedro, Renato Broetto (PMDB) também foi indicado pelo partido cedrense. Porém, segundo o próprio prefeito, que até cogitou a possibilidade de deixar a prefeitura para assumir a SDR, a nomeação dos cargos está tomando um rumo diferente e, como cabe ao PMDB 14 SDRs no Estado, dificilmente a de Dionísio Cerqueira ficará com o PMDB. "É bem provável que a SDR de Dionísio não esteja nessa relação de 14 nomes do partido e então a Secretaria ficará para o DEM ou para o PSDB. Assim, estamos inclinados a apoiar um desses nomes, mesmo que seja de Dionísio de novo, mas já há uma cobrança muito séria com relação aos recursos para São José do Cedro e demais municípios da Regional. Eu quero os recursos e vou cobrar e fiscalizar a distribuição desses recursos. Por que, enquanto ficamos brigando por migalhas aqui, eles repartem o bolo orçamentário como querem. Agora será uma fase de muita discussão, de indicação de nomes, mas eu não vou deixar a prefeitura agora", enfatiza Broetto, cobrando mais espaço para as lideranças de São José do Cedro na composição dos cargos nas SDR´s.

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