AGRICULTURA

Previsão para safra de verão é positiva na região

Previsão para safra de verão é positiva na região
Secom

Na semana passada, foram divulgadas pela Epagri/SC (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) as estimativas para a safra de verão 2020/21 em Santa Catarina. De modo geral, a indicação é de crescimento nas principais culturas agrícolas do Estado, na comparação com o ciclo 2019/20. Este cenário se reflete nas produções regionais.

Conforme com o extensionista da Epagri e engenheiro agrícola, Orlando Fuchs, que atua na região de São Miguel do Oeste, as principais formas de cultivos para a estação são o milho, a silagem, a soja, o feijão e o fumo. Mensalmente, a Epagri realiza o levantamento de previsão, que é feito por meio de consulta com as cooperativas e às revendas de sementes e também com informações dos agricultores.

De acordo com informações do levantamento regional, o esperado para a estação é um aumento em todas as categorias de cultivos. Para a o milho, na 1ª safra, prevê- se, em comparação ao ano passado, aumento de cerca de 900 hectares de área plantada no total, o que traria um rendimento de, em média, 8.472Kg/ha.

O milho grão 1ª safra deve ter a área de plantio aumentada em 3,14% no estado de Santa Catarina, o que contraria uma tendência histórica de queda média anual de -4,28%, espaço que vinha sendo perdido para a soja. A explicação é o preço elevado no mercado. Caso as expectativas se confirmem, o total produzido vai ficar em 2.827.170t, superando em 12,31% o total produzido no ciclo passado. A produtividade estadual deve ser de 8.532Kg/ha, índice 8,9% maior que no ciclo 2019/20, o que representa uma recuperação de perdas da safra passada.

No caso do milho silagem, a área plantada vem crescendo historicamente à taxa média de 13,6% ao ano. A quantidade produzida deve ser 7,29% maior do que na safra 2019/20 e a produtividade vai crescer 5,93% neste período, a nível estadual.

Conforme Orlando Fuchs, a previsão regional também é de aumento na área plantada de silagem, que no ano passado teve 52.327 hectares, e para este ano estão previstos mais de 53 mil hectares. A soja, se comparar ao ano passado, cujo levantamento se refere a safra e a safrinha juntas e demonstra 39 mil hectares plantados e na previsão deste ano, categorizada separadamente prevê mais de 35 mil hectares apenas para a 1ª safra.

A nível estadual, a soja deve encerrar a safra de verão com uma produção de 2.456.005t, índice 7,02% maior que no ciclo 2019/20, mas ainda inferior à média de crescimento anual, que é de 10,85%. A produtividade deve crescer 6,87% entre uma safra e outra, encerrando o ciclo em 3.575kg/ha.

O feijão e o fumo também seguem este padrão e tem uma previsão otimista para a safra, com aumento do cultivo e possível aumento de rendimento médio, podendo chegar ambos a cerca de 2 mil Kg/ha.

O feijão primeira safra pode trazer surpresas, caso os preços pagos ao produtor permaneçam em alta. Segundo a Epagri/Cepa, essa cultura enfrenta média histórica de queda de -7,17% na área plantada a cada ano. Contudo, para safra 2020/21 a expectativa é de que a área plantada caia apenas -0,8% em relação ao período anterior. Se o cenário se confirmar, a quantidade produzida do grão deve chegar a 72.553t, volume 15,36% superior à safra 2019/20. A produtividade deve crescer 16,29% entre uma safra e outra.

Fuchs afirma que em função dos preços que estão sendo praticados hoje do milho e da soja, é uma previsão bastante otimista dos agricultores. Também é importante lembrar a previsão de que ocorra o fenômeno La Niña, na qual ocorre a diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental, e por consequência afeta o clima do Brasil, provocando chuvas no Norte e estiagens ao Sul.

O extensionista chama atenção para o fato de que pode ser que os produtores já estejam sentindo o efeito da falta de chuvas principalmente na germinação das sementes. "Normalmente setembro é um mês um pouco mais seco. A quantidade de chuvas já está muito reduzida, e a previsão é de pouca chuva até o final do mês", afirma. A previsão para setembro, outubro e novembro, de acordo com a Epagri/Ciram, indica chuva variando entre normal a abaixo da média, com distribuição irregular no tempo e no espaço. A temperatura deve ficar acima do normal para o período.

De forma estadual, algumas características vão marcar a próxima safra de verão, entre elas o mercado aquecido para as principais culturas. O aumento do recurso disponível para a safra e a redução dos juros também são características positivas.

Confira a previsão do tempo para a primavera Anterior

Confira a previsão do tempo para a primavera

Utilização e venda do Paraquat está proibida Próximo

Utilização e venda do Paraquat está proibida

Deixe seu comentário