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Prefeitos fazem reunião emergencial para discutir a paralisação
Na tarde desta segunda-feira, dia 23, está ocorrendo na sede da Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) uma reunião emergencial entre os representantes da região, para discutir sobre a mobilização dos caminhoneiros e agricultores, e os impactos desse movimento nos municípios.
De acordo com o presidente da Associação e prefeito de Tunápolis, Enoí Scherer, o grupo reconhece a necessidade que os caminhoneiros têm e da razão deles em se movimentar, porém, por outro lado, há a preocupação com os demais setores da sociedade que estão sentindo esse impasse. “É uma situação complicada, por isso, precisamos discutir com todas as prefeituras a situação. Aqui está pacífico, mas acredito que o movimento vai crescer, por isso, precisamos que os governos nos ouçam, e com isso, possa ser dado continuidade no crescimento no Brasil. Até aqui foi uma coisa, mas a tendência é que a situação se agrave, pela falta de combustível e até mesmo de alimentos. Precisamos um olhar especial do governo. Eles não podem deixar essa situação se agravar mais. A Ameosc e eu, particularmente, estamos apoiando o movimento pela razão que os manifestantes e os agricultores têm, mas há essa preocupação com a situação de forma geral. Acredito que a partir de manhã vamos começar a sentir mais forte os reflexos, onde os animais vão estar sem comida, vai estar sobrando leite nas propriedades. Isso tudo pode começar a gerar conflito, companheiro contra companheiro, e essa é a nossa preocupação”, desabafa Scherer.
Ao final do encontro, um documento deve ser elaborado e enviado aos governos, pedindo que as reivindicações sejam analisadas e atendidas.
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