Preço do suíno: previsão é de equilíbrio

Preço do suíno: previsão é de equilíbrio
Arquivo Folha do Oeste

Aurora, empresa que mais abate suínos, prevê que preço continue subindo até o mês de dezembro

O preço do suíno vivo, que estava estacionado na casa dos R$ 2,30 desde o mês de maio, para alegria dos suinocultores teve um reajuste aproximado de 17% e agora o valor pago por quilo vivo está na casa dos R$ 3. A Coopercentral Aurora, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, anunciou o aumento nessa semana por quilograma de suíno em pé para R$ 3, incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça).

De acordo com o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, no mês de agosto foram concedidos três reajustes, e em setembro mais um. O preço base atual (R$ 2,70) é acrescido do adicional da tipificação, índice que pode chegar até 10%, o que eleva o valor pago ao criador para R$ 3/kg a partir desta semana.

“Em maio, chegamos a uma situação de pouco dinamismo no mercado e assim permanecemos até agosto. Mas, agora, começamos o gradual processo de recuperação”, garantiu.

Segundo dados da empresa, existe uma forte tendência do preço praticado pela indústria na aquisição de suíno vivo continuar subindo até dezembro em razão de quatro fatores: o aumento das exportações com a reabertura das vendas para Ucrânia e Rússia; a diminuição da oferta em razão de redução da base produtiva verificada no primeiro semestre; o aumento do consumo interno em razão do inverno e o início da produção de itens cárneos típicos do fim de ano.

Lanznaster relata que a previsão para o último trimestre é de equilíbrio entre oferta de matéria-prima e processamento industrial. Qualquer alteração desse equilíbrio afetará o nível de remuneração dos suinocultores. “Ainda assim, a recuperação de ganhos dos criadores deve prosseguir até janeiro. De fevereiro a abril de 2014, entrará em sazonal fase de baixo dinamismo comercial e nível de consumo. Até aqui, o ano foi difícil para a suinocultura, mas a situação entra em curva ascendente, com aumento do preço”, completa.

Já o gerente de operações Celso Capellaro lembra que em 2012 o comércio exterior não atingiu as expectativas da indústria da carne, quando a Argentina suspendeu a compra da carne suína; a Rússia e a Ucrânia só retomaram as compras recentemente; os negócios com os Estados Unidos ficaram só na intenção. Segundo ele, a abertura do Japão para a carne suína brasileira começa, somente agora, a traduzir-se, lenta e gradualmente, em vendas. Ele acredita que 2014 será o grande ano da suinocultura catarinense.

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