PP quer voltar a ter representatividade no Oeste

PP quer voltar a ter representatividade no Oeste
Folha do Oeste - Plínio, Amin, Ponticelli, Biehl e Grassi percorreram a região ontem

Lideranças do Partido Progressista de Santa Catarina percorreram ontem alguns dos principais municípios do Oeste, buscando uma aproximação ainda maior com lideranças regionais da sigla, já observando o pleito eleitoral de 2014. A comitiva contou com a presença do presidente do PP em Santa Catarina, deputado estadual e também presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli, do deputado federal Esperidião Amin, do ex-deputado e presidente do PP em Chapecó, Hugo Biehl, prefeito de São José do Cedro e suplente de deputado estadual, Plínio de Castro e Carlos Grassi, presidente do PP em São Miguel. Num contato com a imprensa migueloestina, o assunto não pode ser outro: as tratativas e estratégias do PP para as eleições do próximo ano. Ponticelli relatou que a Executiva Estadual aplicará todos os esforços para o Oeste reconquistar seu espaço na assembleia e também na Câmara Federal, lançando mais candidatos. “Temos uma deliberação interna de construirmos 41 candidaturas a deputado estadual e 17 a deputado federal, para elegermos de 9 a 10 deputados estaduais e três federais. Já provamos que temos musculatura para isso e vivemos um momento partidário muito bom”, destaca.

Ponticelli relata que para a chapa majoritária, o partido dispõe de vários nomes para vários encaminhamentos, mas a aliança precisa ser construída com base em propostas e por isso é importante o debate interno. “Vamos conversar com todos, do PSD ao PT, pois não temos constrangimentos. Se necessário for, precisamos estar preparados para disputar o governo de chapa pura no primeiro turno”, comenta.

Ponticelli lembrou que apesar de resultados adversos nas eleições municipais de 2012, o partido cresceu, pois na eleição proporcional se tem a identidade com o voto partidário. “Consolidamos a posição de segundo maior partido em Santa Catarina e reconquistamos prefeituras importantes”, disse.

Ele comentou ainda que ninguém pode acusar o PP de oportunista ou traidor, porque faz parte da base governista do governo da presidenta Dilma e do governo de Raimundo Colombo. “Não votamos nele e sim na Ângela Amin. Por isso quando fomos chamados para a base do governo, aceitamos o pedido com a condição de tirar as nossas administrações municipais da discriminação que enfrentávamos. Além do mais não aceitamos cargos, para não abrir mão de nossos princípios”, reiterou Ponticelli.

O ex-governador e deputado federal, Esperidião Amin, destacou que o PP tem uma prioridade nacional de eleger governadores e já possui seis nomes definidos. Ele argumenta que um partido precisa de vitrine para mostrar o jeito de governar. “Queremos senadores, deputados federais e estaduais, vice-governador, mas a principal meta é querer aquilo que não temos: um governador. É legítimo ter essa prioridade”, diz.

Para Hugo Biehl, uma das questões mais presentes entre os progressistas e simpatizantes é a mesma visão do diretório nacional, que é ter mais candidatos. Ele reforçou o discurso de Ponticelli, relatando que o PP está aberto para conversas, mas não está afastada a hipótese de ser chapa pura. “É óbvio que nenhum partido ousará em disputar a eleição sozinho, mas temos nomes preparados para dar a resposta que o estado precisa, devido ao que realizamos ao longo do tempo”, recordou.

ENTREVISTA COM JOARES PONTICELLI

Ponticelli também respondeu demais questionamentos dos jornalistas. Sobre o Projeto de Lei 179/2013, que cria o Fundam (Fundo Estadual de Apoio aos Municípios) de R$ 500 milhões para ser distribuído entre os municípios catarinenses, o progressista, relatou que é um projeto para estender a mão para os municípios. “Há um excesso de centralização do poder e dinheiro em Brasília e lá ninguém sente as dores de um município.

O governador se mostrou sensível com os prefeitos e buscou este financiamento, que será assumido pelo Estado. Haverão critérios e todos os 295 municípios serão atendidos. os recursos serão usados em investimento e não custeios, para desaparecer rápido”, garantiu.

Perguntado sobre as já conhecidas e defasadas audiências do Orçamento Regionalizado, promovidas pelo poder Legislativo, Ponticelli foi categórico ao afirmar que uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de sua autoria foi retirada da gaveta e após o roteiro das audiências, haverá uma decisão de efetivar a PEC e tornar impositivas as demandas apontadas nas audiências. “Ou isso vai acontecer ou vamos parar de fazer incursões por todo o estado nos meses de maio e junho. Está virando um projeto de enganação, a assembleia vai até os municípios, investe, gera expectativa e depois não acontece. É o sentimento geral dos deputados. Tornaremos esse orçamento impositivo ou vamos extrair isso da constituição de Santa Catarina. Como está agora não vai ficar”, desabafou o presidente.
 

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