Policiais militares de todo o Estado paralisam atividades

PMs reivindicam reajuste salarial da Lei 254 de janeiro de 2003

Policiais Militares de Santa Catarina pararam suas atividades na última segunda-feira, dia 22, em reivindicação ao reajuste salarial anunciado e não cumprido pelo governo Estadual. No 11º Batalhão de Polícia Militar de São Miguel do Oeste, esposas e familiares dos PMs foram para frente do quartel manifestar sobre a Lei 254 de janeiro do 2003, que previa reajuste de 93% aos praças. Conforme os manifestantes, somente uma parte da Lei foi cumprida sendo que, em cinco anos, os praças receberam apenas 20% de reajuste. Outra reclamação dos PMs é de que os oficiais superiores receberam o reajuste e os praças não.

A movimentação, comandada pela Aprasc (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina) paralisou a área da segurança em todo o Estado, sendo que apenas serviços de emergência e estritamente necessários foram realizados.

Na segunda-feira, aproximadamente 65 policiais estavam de serviço no 11º BPM e todos pararam as atividades. Entre os grevistas estavam os 57 novos soldados formados na última semana. Além dos PMs que estavam de serviço e familiares, policiais que estavam de folga também reivindicaram na entrada do quartel.

Durante a última semana, já haviam sido realizadas manifestações em todo o Estado por parte dos familiares dos praças e na segunda-feira a medida foi parar as atividades. Conforme os manifestantes, no 11º BPM uma comissão de quatro PMs esteve reunido, com o comando para tentar chegar a um acordo. No Estado, policiais de várias regiões do Estado estiveram reunidos com o comando geral da PM.

Outra manifestação dos grevistas foi em relação a outro acordo salarial também não cumprido. Conforme eles, ainda no governo de Esperidião Amin, somente os oficiais receberam os reajustes e agora novamente os praças não estão sendo beneficiados pela Lei.

Conforme o major Márcio Ferreira, responsável pela negociação do 11º BPM, o atendimento às reivindicações da categoria depende do comando geral da PM, já que a paralisação é em nível estadual. \"Aqui, o que está acontecendo é uma manifestação formada basicamente por familiares de policiais militares que certamente estão vinculados a posicionamentos da categoria estadual. Esse movimento tem sido pacífico e não tem afetado a rotina de policiamento, até por que a legislação não permite esse tipo de conduta\", enfatiza.

O major também destacou que não existe nenhum posicionamento do Batalhão e nem do Comando Geral favorável ou contrário ao movimento. \"Não estamos nem apoiando e nem criticando a mobilização deles e, desde que não afronte a legislação e nem cause prejuízos, esta é uma manifestação como uma de qualquer outra categoria\", ressalta.

Os manifestantes informaram que não existe previsão para retorno as atividades e, para o comandado do 11º BPM, eles declararam que a situação deve se manter até que aja um acordo para as reivindicações.

Até o fechamento desta edição, na tarde de ontem, os manifestantes continuavam com a paralisação. Conforme informações da Aprasc, a paralisação dos praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros está aumentando a cada momento. Pelo menos 14 grandes unidades operacionais estão com os serviços paralisados. Segundo eles a previsão é de que o número de PMs que aderem ao movimento deve aumentar hoje.

Ainda na tarde de ontem, o major informou que a situação se mantinha da mesma forma desde o início do movimento. \"Estamos mantendo um canal de conversação com os representantes dos manisfestantes, que estão tendo um comportamento ordeiro, mas só não temos uma previsão de término\", explica.

O major também enfatizou que a manifestação não pode ser considerada como greve e dessa forma o policiamento contínua sendo realizada e apenas a rotina teve que ser readequada. \"Também temos planos de contigência, para na medida em que aja necessidade, serem adequados. Se houver maiores problemas, todos serão apurados e as atitudes cabíveis tomadas. O trabalho contínua e os manifestantes tem essa consciência da importância do trabalho deles para atender a demanda\", enaltece.

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