Polícia Civil faz alerta sobre golpes

Criminosos usam telefone para iludir vítimas a fazer depósitos bancários

A audácia de criminosos não tem limite. A cada dia eles usam novos e velhos truques para aplicar golpes. Uma das tentativas aconteceu nesta semana. O golpista telefonou a cobrar para uma empresa de São Miguel do Oeste e pediu para falar com o proprietário, quando a telefonista indicou o nome ao interessado.

Ao iniciar a conversa ele usou uma brincadeira para induzir a vítima a repassar mais informações e dar prosseguimento ao golpe. “Ele disse que era um primo, que há muito tempo não via, e pediu que eu adivinhasse. Ele insistiu e acabei indicando um nome”, conta a vítima.

Com essa informação, o criminoso criou um contexto. Disse que vinha de Chapecó para São Miguel do Oeste e, em Maravilha, havia sofrido um pequeno acidente. Ainda que havia acionado a seguradora para consertar uma Mitsubishi L200 de cor branca, placas KVO 2228 cujo município não foi indicado, mas que o socorro estaria demorando. Primeiramente pediu que a vítima ligasse para o agente de seguros Antônio no número (41) 98795545 e retornasse a ligação no número (65) 92739260. Em seguida disse que não era necessário, pois o agente teria chegado ao local.
Então, ele ligou novamente e falou que tinha pouco dinheiro e precisava que fosse feito um depósito até que ele chegasse a São Miguel do Oeste para fazer a devolução. Nesse momento é que a vítima desconfiou da ação e questionou o sobrenome do ‘primo’. Encabulado e tentou despistar. Ela reforçou o questionamento e ele desligou o telefone.

INVESTIGAÇÃO

Casos semelhantes a esse são comuns na região. A afirmação é da delegada da Polícia Civil de São Miguel do Oeste, Lisiane Junges. De acordo com ela, há situações em que até mesmo pessoas com alto grau de instrução caem em golpes aplicados por telefone, tamanho é o poder de convencimento dos criminosos.

A delegada ressalta que os golpes envolvem desde pedido de informações pessoais como número de CPF até simulações de sequestros. “A maioria desses golpes são aplicados por presidiários e muito comumente da região Nordeste do país”, explica.
A orientação é para que as pessoas fiquem atentas e não forneçam qualquer informação ou façam depósitos de dinheiro a partir de pedidos feitos por telefone ou por e-mail. “Quem pratica esse tipo de crime tem todo um aparato, e por isso, a principal orientação é sempre desconfiar e desligar o telefone”, alerta a delegada.

Segundo ela, a Polícia Civil dispõe de ferramentas para proceder as investigações para descobrir a autoria dos golpes e recuperar o dinheiro depositado, mas nem todas elas são exitosas. “Eles abrem contas em nome de terceiros e logo depois de fazer o saque encerram. Registram linhas telefônicas em nome de laranjas e se desfazem delas”, comenta Lisiane ao reforçar a importância de desconfiar de pedidos feitos por telefone ou e-mail.

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