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PMs suspendem paralisação por tempo indeterminado
Governo anunciou multa de R$ 90 mil por dia caso movimento continuasse
Depois dos inúmeros problemas registrados nos municípios catarinenses, os policiais militares de Santa Catarina resolveram suspender a paralisação por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na tarde de sábado, dia 27, depois que a Aprasc (Associação dos Praças de Santa Catarina) ouviu todos os participantes. A manifestação foi realizada em reivindicação a Lei 254 de janeiro de 2003, que previa reajuste salarial nunca liquidado pelo governo.
Conforme o presidente interino da Aprasc, 2º sargento Amauri Soares, estão suspensas as manifestações, temporariamente, até o dia 7 de janeiro. \"Depois dessa data, e dependendo da posição do governo, poderemos voltar a nos mobilizar a qualquer momento. Tomamos essa medida para não prolongar ainda mais o sacrifício das mulheres e homens que estão desde a manhã do dia 22 de dezembro estavam mobilizados em todo o Estado, e para evitar o sacrifício ainda maior da população\", explicou em nota.
Na sexta-feira, dia 26, o governador Luiz Henrique da Silveira, em reunião com o Comando Geral da PM, anunciou que a paralisação era ilegal e determinou a aplicação de multa de R$ 90 mil por dia a Aprasc, como responsável pelo movimento.
Sobre a onda de violência que tomou conta do Estado durante a paralisação da PM, o sargento Soares, informou que o movimento tomou conhecimento do início de episódios de barbárie na Grande Florianópolis, na região de Balneário Camboriú e na vasta região do Grande Oeste e segundo ele, a intenção é evitar a generalização da barbárie provocada pela falta de policiamento. \"Nós temos responsabilidade com a sociedade e com sua segurança. Esperávamos que houvesse sensibilidade do governo para nossa desesperante situação. Começamos o movimento com a intenção inicial de prolongá-lo por 24 horas. Como o governo não se moveu de sua vontade determinada de postergar ainda mais a enrolação, persistimos na mobilização\", explicou.
Em São Miguel do Oeste, depois do vandalismo e da violência registrados na última semana, na noite de sexta-feira, dia 26, a presença de policiais civis no pátio do Restaurante 24 Horas inibiu a ação dos vândalos. Mais de 20 policiais e quatro viaturas estavam no local e segundo os policiais a ação era só para averiguar alvarás de funcionamento de alguns estabelecimentos na região. Se a real intenção era só esta, nenhuma autoridade afirmou com convicção, mas a presença da Polícia Civil evitou uma nova onda de vandalismo na cidade.
No sábado, dia 27, quando a paralisação foi suspensa, imediatamente a segurança do município foi restabelecida. Inúmeras viaturas circulavam pelas ruas e poucas ocorrências foram registradas.
Na última semana o comandante da 1º Companhia do 11º Batalhão de Polícia Militar de São Miguel do Oeste, Marcelo de Wallau da Silva, afirmou que os manifestantes serão responsabilizados e todos os vândalos identificados também sofreram punições.
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