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PM busca alternativas para coibir abusos
A Polícia Militar de São Miguel do Oeste está reforçando as ações para coibir o problema de perturbação de sossego na área central da cidade, principalmente na Rua XV de Novembro. Mas, o problema parece estar longe de ser solucionado, principalmente por ter migrado por diversos pontos da cidade no últimos anos. A concentração de pessoas na rua, com consumo de bebida alcoólica e abuso de som, iniciou há alguns anos na Rua Almirante Tamandaré, migrou para os postos de combustíveis, depois para o pátio do Restaurante 24 horas na Willy Barth e nos últimos tempos está na XV de Novembro.
Segundo o comandante da 1ª Companhia do 11º Batalhão de Polícia Militar, capitão Marcelo de Wallau da Silva, não existe nenhum problema em ir para rua, bater papo, tomar um cerveja. “Não existe problema nisso, em ouvir uma música, desde que não perturbe as outras pessoas e isso tem saído do controle. Essa situação acaba se tornando crônica na cidade pela falta de outras opções. Mas, a resolução desse problema passa pela Polícia Militar, mas não é só da nossa competência, passa também pelo Ministério Público, pela Câmara de Vereadores, prefeitura e pela própria iniciativa privada”.
Além da maior fiscalização dos motoristas, com teste de bafômetro, e de veículos irregulares, a PM optou por fechar a Rua XV de Novembro, na quadra defronte ao BB Besc, ação essa amparada por Decreto de Lei na atuação das forças de segurança. “Tivemos uma série de opções para esse caso, de maior ou menor impacto, mas o comando do Batalhão optou, neste primeiro momento, pelo fechamento da rua como uma medida preventiva, para se evitar possíveis problemas. Se não funcionar, partiremos para outras ações mais contundentes. Não estamos nos limitando somente ao fechamento da rua, temos intensificado outras ações de trânsito e abordagem, é um conjunto de ações”, enfatiza.
Para Wallau, proibir o consumo de bebida alcoólica na rua, uma das possíveis soluções para SMOeste, é ilegal e ainda assim geraria outros problemas, como de fiscalização e de ordem econômica. “São questões difíceis e polêmicas, mas o que é fato é que a PM está endurecendo a fiscalização e as medidas necessárias serão tomadas”, enaltece.
Carnaval
A Polícia Militar concluiu nesta semana o relatório da Operação Carnaval, onde constam todas os ocorrências do feriadão, com indiciamentos, boletins, termos circunstanciados e outra ações, principalmente na área central, na Rua XV de Novembro. “Fechamos esse balanço e algumas dessas observações estaremos encaminhando ao Ministério Público, para que se tomem as medidas pertinentes. Estamos analisando os fatos para estudar possíveis mudanças nos próximos anos. Tivemos blocos na cidade sem nenhum registro, outros em que houve reclamações, e o problema foi solucionado com uma conversa. Já em outro bloco, o problema não foi só o bloco, muita gente de fora estava lá e gerou problema. Agora, quais as medidas que deverão ser adotadas para o ano que vem ainda estão em estudo”, destacou o comandante Wallau.
Em São José do Cedro, as ocorrências de perturbação durante o Carnaval foram pauta da sessão da Câmara de Vereadores. A pedido do empresário Giovani Hoelscher, vários empresários e moradores da Avenida Rio Grande do Sul estiveram no plenário. Moradores de outras ruas da cidade e representantes de blocos de Carnaval também compareceram à sessão para ouvir a opinião dos moradores a respeito do Carnaval. O empresário Hoelscher pediu atitude por parte do poder público no sentido de melhorar o Carnaval de São José do Cedro. Falou que ninguém gosta de “baderna” perto de suas casas, mas o que se percebe no Carnaval é que elas se registram com mais frequência nas ruas do centro da cidade.
No município, na Câmara e prefeitura, autoridades de segurança e organizadores do Carnaval se comprometeram a estudar alternativas para melhorar a festa nos próximos anos.









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