Piscinas terão guardiões

Piscinas terão guardiões
Folha do Oeste - Primeiro curso formou 22 guardiões em São Miguel do Oeste

Instrução é para prestar o primeiro auxílio às vítimas de afogamento

A elevação da temperatura com a chegada do verão aumenta também a preocupação do Corpo de Bombeiros Militar em relação à possibilidade de registrar casos de afogamento.

Tendo em vista os recorrentes problemas em clubes aquáticos de cidades maiores, o comando geral da instituição baixou uma instrução normativa que prevê o preenchimento de uma série de requisitos por parte de áreas de campings e clubes. Uma delas é a presença de um guardião da piscina, como é chamada a pessoa qualificada para prestar o primeiro atendimento às vítimas de afogamento.

De acordo com o diretor do Curso de Formação de Guardião de Piscina realizado nas últimas duas semanas em São Miguel do Oeste, o aspirante a oficial do Corpo de Bombeiros Militar, Michael Magrini, essa é uma das etapas previstas no plano, que pretende melhorar a segurança nas piscinas de clubes e campings.

O primeiro curso, com duração de 50 horas/aula, teve a participação de 20 pessoas da comunidade. “A maioria deles integra a família proprietária de um camping ou então foi indicada pelos presidentes dos clubes, como é o caso da AABB, do Comercial e do Clube Jardim, aqui em São Miguel do Oeste”, explica. Nesta etapa também foram formados guardiões para campings de Paraíso, Descanso e São João do Oeste.

Os participantes, formados na última quinta-feira, dia 02, em uma solenidade realizada na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil), na presença do comandante do 12º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, major Aldo Franz, de familiares e amigos, receberam orientações sobre prevenção, o atendimento de vítima de afogamento, noções de resgate e salvamento.

Segundo o diretor do curso, eles já devem atuar nesta temporada com calções amarelos e camisetas brancas para serem facilmente visualizados. Além do guardião uniformizado, deverá ser informada a profundidade da piscina e disponibilizada uma boia com cabo específico para o salvamento. “O guardião da piscina vai ser um braço do bombeiro, porque este às vezes demora um pouco para chegar ao local da ocorrência e, nesses casos, três ou cinco minutos é um tempo precioso”, destaca Magrini, acrescentando que depois do primeiro atendimento prestado pelo guardião, os bombeiros prosseguirão o trabalho.

O aspirante a oficial do Corpo de Bombeiros Militar destaca que no próximo ano devem ser realizados novos cursos para capacitar guardiões de piscina, que atuarão nos demais municípios de abrangência do 12º Batalhão. Ele alerta que os proprietários de campings e clubes que não se adequarem à exigência não receberão o aval dos bombeiros para o funcionamento.

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