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Pesquisa revela necessidade de testagens
Um estudo realizado na Clinivet (Clínica Veterinária) do Curso de Medicina Veterinária da Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, coordenado pela docente e médica veterinária, Fernanda Canello Bandiera, revelou a necessidade de testagens em gatos para duas infecções virais. Há, conforme a pesquisa, uma parcela significativa de felinos acometidos com as doenças na cidade de São Miguel do Oeste. O alerta, para além da Saúde Pública é também pela busca da real incidência da FIV (Imunodeficiência Viral Felina) e da FeLV (Leucemia Viral Felina) doenças com grande potencial de causar diversos efeitos à saúde dos animais.
A professora explica que estas doenças causam alterações muito semelhantes, nas quais o animal tem uma falha no sistema imunológico e acaba passando por uma imunossupressão, ou seja, fica mais predisposto a desenvolver doenças e alterações no organismo que um animal normal não teria. A especialista afirma que há muitos casos graves na cidade, e a pesquisa revelou uma média de 14% dos animais testados positivos para pelo menos uma das doenças.
Levando em conta o fato de que são doenças passíveis de serem transmitidas pelo sangue, saliva, acasalamento e secreções contaminadas de animal para animal, e baseando-se e em estudos anteriores, o nível de incidência da doença é considerado alto. Este estudo foi feito durante a rotina clínica da Clinivet, com gatos que chegaram para atendimento no período da pesquisa, sem ser exatamente gatos doentes ou que estavam com a saúde afetada de alguma forma. "Queremos continuar compilando estes dados com algumas clínicas parceiras, estamos juntando mais dados para chegar até em uma amostra de mil gatos testados em SMOeste, para um resultado mais real", revela a professora.
As doenças não têm cura e o objetivo da pesquisa é também estimular o tutor a sempre realizar a testagem em seu pet. Testando, se permite a manutenção da saúde dos eventuais positivos, e com o conhecimento da infecção, previne-se que ele desenvolva outras doenças, como a dermatofitose, que é uma doença de pele, bem como a esporotricose, uma micose causada por um fungo oportunista que também é uma zoonose, ou seja, pode afetar a saúde humana. Conforme Fernanda, a partir dos 60 dias de vida os gatos podem ser testados, e se for negativo já recebe a vacina para FeLV. A FIV, no entanto, não possui vacina, então alerta-se para o tutor não deixar o gato ter acesso a rua, de forma que se possa diminuir o contágio e disseminação









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