Pavan deve assumir o governo em abril

Luiz Henrique confirmou sua renúncia para se candidatar ao Senado Federal

Em sua visita à região nesta semana, o governador Luiz Henrique da Silveira confirmou que, conforme já estava previsto, renuncia ao cargo no início de abril para se candidatar a senador da República. O vice-governador Leonel Pavan (PSDB) também confirmou que irá assumir o governo do Estado, mesmo sendo investigado na Operação Carga Pesada II e na Operação Transparência, ambas da Polícia Federal, sobre um esquema de corrupção no setor de combustíveis.

Sobre as acusações, o vice-governador destacou que não quer que seja feito pré-julgamento. "Eu quero que me julguem no Tribunal e este é um pedido que eu estou fazendo diretamente. Não cometi nada de errado e não causei nenhum prejuízo ao Governo do Estado. Ao contrário, nós facilitamos a vida das pessoas dentro da legalidade", enfatizou.

Segundo Pavan, essas acusações envolvendo seu nome foram o motivo para que o governador Luiz Henrique adiasse sua saída. "Apesar dos problemas, com toda a certeza assumo em definitivo o governo até o dia 3 de abril. A partir disso, vamos continuar com as diretrizes do trabalho do governador Luiz Henrique, a não ser que seja impedido por alguma determinação eleitoral", ressalta.

Já neste final de semana, Pavan deve assumir interinamente o governo de Santa Catarina, pois o governador Luiz Henrique viaja a trabalho para o exterior.

Sobre a manutenção da Tríplice Aliança para as próximas eleições, Pavan ressaltou que esse também é o desejo do PSDB. "Esperamos que a parceria da Tríplice Aliança se concretize, mas se porventura tivermos alguma coisa que impeça, pelo menos dois partidos estarão juntos", enaltece Pavan.

Sobre o seu nome ser apontado como pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro, Pavan confessou não ter mais pensado na possibilidade. "Eu continuo defendendo que quem estiver em melhores condições seja o candidato, do partido que for, mas que tenha o melhor nome. Não tenho colocado o meu nome como imposição, apenas defendo quem estiver melhor. Dentro do PSDB, o meu nome continua sendo forte e até há pouco tempo era o mais cotado para a candidatura ao Governo do Estado, mas nós temos que estar juntos, já que asim se torna um eleição de morro abaixo e separados é uma eleição de morro acima. Não podemos buscar o poder pelo poder e sermos intransigentes em uma candidatura e talvez prejudicando um projeto que nos dará mais tranquilidade para a vitória", reconhece.

Já o governador Luiz Henrique destacou a grande prioridade em deixar o Governo do Estado, pela obrigatoriedade da renúncia para se candidatar a uma vaga no Senado Federal. Já sobre a Tríplice Aliança, o governador disse que seu único desejo é que ela se mantenha. "Hoje (dia 22), o PMDB decidiu fazer uma prévia entre o Eduardo Pinho Moreira e o Dário Berger, mas a intenção é de que um dos dois se disponibilize para governador, ou para vice ou para senador. Eu gostaria de ver um candidato do PMDB na cabeça de chapa, mas se porventura chegarmos à conclusão de que um outro partido da polialiança tem um nome mais forte, não temos motivos para não apoiar sua candidatura", ressalta.

Sobre os sete que permaneceram à frente da Administração Estadual, Luiz Henrique destacou que conseguiu atingir suas metas, sendo que muitas delas se superaram.

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