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Pastagens do extremo oeste estão infestadas de lagartas
Evento em São Miguel do Oeste discutirá uma saída para combater a severidade dos ataques das lagartas, principalmente nas pastagens. A Secretaria de Estado da Agricultura já emitiu orientações sobre a situação
Como os prejuízos estão tomando grandes proporções foi marcado com urgência um seminário em São Miguel do Oeste para buscar uma solução no combate ao ataques de lagartas, principalmente a mais conhecida, a “Lagarta do Cartucho” e a conhecida como "falsa-medideira".
A praga está infestando pastagens, e os criadores de gado de leite e de corte estão enfrentando sérios problemas. Porém, ainda não números oficiais sobre os prejuízos. O seminário, promovido por: Associação Três Fronteiras, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, Fetaesc, Epagri, Secretarias Municipais de Agricultura, com o apoio do SOS Sustentar, Sul Credi e Secretaria de Agricultura de São Miguel, ocorre nesta sexta-feira, dia 11, a partir das 13h30, no Salão Paroquial.
O gerente regional da Epagri, João Carlos Biasibetti, salienta que praticamente todos os municípios do Oeste estão registrando perdas. Segundo ele, normalmente a lagarta do cartucho atacava somente o milho, mas agora, como existem poucas lavouras de milho, os ataques se intensificaram em pastagens de tudo que é tipo, como tífica, capim sudão, aveia de verão, de inverno, azevém, capim pioneiro, entre outros. “Elas costumam atacar principalmente as lavouras bem adubadas, onde as pastagens possuem melhor paladar. Isto sempre existiu, mas neste ano ocorreu um desequilíbrio assustador”, reconhece.
Biasibeti afirma que o entomologista da Epagri, Luiz Antônio Chiaradia, vai abordar em sua palestra as causas deste ataque intenso e generalizado, prejuízos e possíveis formas de controle, além de como conviver com a praga e o manejo, entre outras questões. “Há uma preocupação sobre qual produto ser utilizado no combate, para não causar um desequilíbrio ambiental. No início dos ataques é possível fazer um controle da praga, mas os problemas aumentam a infestação. Neste ano, a situação está terrível”, relata.
INSETICIDAS
A procura por inseticidas é grande. De acordo com o vendedor Sedinei Scaravonatto, da empresa Moser Sementes, como o período é de entressafra, os estoques de inseticidas estavam escassos e acabaram. “Há cerca de três semanas ocorreu um grande aumento nas vendas, pois quem também não está sofrendo os ataques está se prevenindo. Até em potreiros ocorrem os ataques e as lagartas comem tudo que tem pela frente”, comenta.
Scaravonatto revela que diversos fazendeiros adquiriram grandes quantidades para salvar as pastagens e assim garantir alimento para o gado no inverno que está prestes a chegar. “Qualquer agricultor que pode compra, porém as instruções de aplicação são dadas por agrônomos”, conclui.
Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, estas pragas se proliferaram em abundância devido as condições climáticas e disponibilidade de alimentos nos últimos meses terem sido favoráveis. O controle pode ser realizado com uso de defensivos agrícolas registrados, mediante orientação técnica e receituário agronômico para que se evite a contaminação do meio ambiente, do leite, alimentos e para que as lagartas não desenvolvam resistência, completa o secretário.
Spies observa que é importante observar o período de carência e a dosagem correta no uso destes defensivos agrícolas. “O uso de inseticidas biológicos e fisiológicos com adição de espalhantes adesivos devem ser preferidos por apresentarem menor risco”. O secretário recomenda ainda que os produtores rurais façam o monitoramento diário das lavouras e pastagens e que procurem a orientação técnica para fazer o controle seguro das lagartas. “Com a chegada de frentes frias e o início do inverno a tendência é de uma redução natural destas pragas”, complementa.
PROGRAMAÇÃO
13h30 - abertura
13h35 - apresentação da situação
13h45 - demanda dos agricultores
13h55 - palestra com o Dr. Luiz Antônio Chiaradia - Epagri
15h35 - debates
16h20 - palavra com representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
16h45 - encaminhamentos e encerramento
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