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Onda de assaltos assusta moradores
Na última semana foram registradas quatro ocorrências em SMOeste
Duas tentativas e dois assaltos à mão armada, registrados em menos de uma semana, na cidade assustaram moradores de São Miguel do Oeste.
A primeira tentativa de assalto foi registrada em uma residência do bairro Andreatta na quarta-feira, dia 14, por volta das 14h. Os bandidos renderam um casal. O homem reagiu e foi agredido. Ele precisou de atendimento médico para tratar da fratura no maxilar, provocada por chute. A mulher conseguiu pedir ajuda e os assaltantes fugiram. No mesmo dia, mais tarde, a Polícia Militar localizou um automóvel Verona, usado na fuga e prendeu um dos acusados no bairro Progresso.
A segunda tentativa de assalto à mão armada se deu por volta das 13h30 de sexta-feira, dia 16. Dois homens chegaram em um estabelecimento comercial, localizado às margens da SC-492, na saída para Bandeirante, em uma motocicleta Honda CG de cor prata. Um deles estava armado com um revólver, aparentemente calibre.38. Ele apontou a arma para o responsável pelo local e anunciou o assalto. Houve um disparo acidental, e por isso os bandidos fugiram sem levar nada.
Minutos mais tarde, por volta das 13h50, ocorreu um assalto à mão armada a outro estabelecimento comercial localizado na Rua Columbia, bairro São Luiz. Dois homens encapuzados e um adolescente com o rosto descoberto entraram no estabelecimento e anunciaram o assalto. Com um revólver e uma faca, eles ameaçaram a proprietária, que entregou certa quantia em dinheiro aos criminosos. No final daquela tarde, a Polícia Militar apreendeu o adolescente suspostamente envolvido no caso.
No domingo à noite, dia 18, por volta das 21h, houve outro assalto. A ação foi registrada em uma farmácia da Rua Almirante Tamandaré. O bandido entrou no estabelecimento sem tirar o capacete da cabeça. Armado com um revólver, ele obrigou uma funcionária que estava no caixa a repassar o malote com cerca de R$ 1.400,00 e depois fugiu.
INVESTIGAÇÕES
A onda de assaltos e tentativas de assalto à mão armada registrada em São Miguel do Oeste é observada, enquanto nas cidades litorâneas do Estado e em São Paulo, por exemplo, criminosos provocam sentimento de insegurança na população ao atentar contra patrimônios e policiais.
Contudo, aparentemente, conforme explicitou o secretário de SSP/SC (Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina), César Grubba, na semana passada essas ações foram praticadas por indivíduos e grupos que se aproveitam do contexto.
A delegada de Polícia Civil, Lisiane Junges, que atua no caso ocorrido quarta-feira passada no bairro Andreatta, disse que os resultados obtidos no processo investigatório são promissores, mas que não é possível divulgar mais informações para não prejudicar o trabalho. Ela disse que os outros três casos estão sob a responsabilidade da DIC (Divisão de Investigação Criminal) e que a Polícia Civil considera várias hipóteses para elucidar a autoria e as circunstâncias dos crimes, inclusive a possibilidade de uma correlação entre eles.
Situação é amenizada no Estado
Até o final de semana, o número de ocorrências registradas na capital e cidades próximas diminuiu consideravelmente, segundo um relatório elaborado pelas Diretorias de Inteligência da SSP/SC e da Polícia Civil, em parceria com a Polícia Militar. Depois de domingo nenhum novo ataque foi constatado.
Essas estatísticas apontam para o envolvimento direto ou indireto de 115 pessoas nos atentados. Todos os apontados como suspeitos estão sendo investigados pela Polícia Civil. Deste total, 48 pessoas estão presas. Três suspeitos foram mortos por entrarem em confronto direto com as forças policiais.
Autoridades investigam a hipótese de que as ações criminosas estejam relacionadas às denúncias de maus tratos em presídios do Estado e que as ordens tenham partido das unidades prisionais. Ontem, o ouvidor Bruno Renato Teixeira, representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, realizou uma vistoria na penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O objetivo é apurar as denúncias e refletir sobre a possível ligação entre os detentos e os ataques.
DEBATE NA ASSEMBLEIA
A atuação integrada e a motivação dos profissionais de segurança foram apontadas pelos deputados Maurício Eskudlark, Amauri Soares e Gilmar Knaesel como condições de resposta aos ataques durante um debate. Eles também indicaram a impunidade, a benevolência das leis e a precariedade do sistema carcerário como causas do crescimento da violência dentro e fora dos presídios.
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