Oeste de Santa Catarina possui grande índice de Hepatite B

Oeste de Santa Catarina possui grande índice de Hepatite B
Folha do Oeste

No mundo, há pelo menos seis tipos de vírus da Hepatite reconhecidos: A, B, C, D, E e G

O Dia Mundial de luta contra a Hepatite é no próximo domingo, dia 28. E conforme explicações da médica gastroenterologista, que atua no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de SMOeste, Débora Campello, o Oeste de Santa Catarina é uma região com grande número de casos de Hepatite B em relação a outras regiões do país. “Possuímos um alto índice de pessoas com o vírus, por isso a importância do esclarecimento, do incentivo ao uso de preservativo e da orientação para realização do teste e da vacina, tudo sob acompanhamento com profissionais da saúde habilitados para tal”, alerta a médica.

Debora também destaca que as hepatites virais são as mais prevalentes. “No mundo, há pelo menos seis tipos de vírus da Hepatite reconhecidos: A, B, C, D, E e G. No nosso meio predominam os vírus da Hepatite A, B e C”, relata. Essa doença atinge o fígado, órgão vital responsável pelo processamento da maioria das substâncias que entram no organismo e pela produção de outras que são essenciais à existência do ser humano.

Saiba mais sobre a Hepatite A e B

O vírus A é muito comum em crianças e adultos jovens, manifesta-se agudamente com dor abdominal, amarelão da pele, febre e mal estar e o seu curso é benigno. Para se curar da doença é preciso ter a medicação especifica contra o vírus. O contágio é por meio da água ou alimentos contaminados com micro organismos eliminados por pessoas doentes. A médica Debora dá dicas de prevenção: “A prevenção é simples e envolve conscientização da importância dos hábitos de higiene e campanhas de saneamento básico com maior atenção para períodos e localidades onde aparecem muitos casos da doença, no entanto já existe vacina para Hepatite A”, orienta a profissional.

A Hepatite B é mais perigosa, pois pode se tornar permanente. A médica destaca que cerca de 20% das pessoas que entram em contato com o vírus B, desenvolvem a forma crônica da doença, ou seja, permanecem com o vírus no organismo causando lesão ao fígado com possibilidade de ocorrer, em anos, perda da função do órgão. A principal forma de contágio é pelo ato sexual, também pode ocorrer de mães grávidas com Hepatite para seus bebês ou através do contato com sangue de pessoas contaminadas com o vírus, no compartilhamento de superfícies cortantes.

Debora lembra que a vacina contra o vírus B já está disponível na rede pública de saúde. “Para Hepatite C infelizmente não há vacina. Hepatite C tem curso e comportamento semelhantes à Hepatite B”, esclarece.


 

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