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Nini rebate críticas e afirma não ser vereador de cabresto
Segundo o ex-presidente da Câmara, para chamar alguém de ?Judas? essa pessoa devia ser no mínimo Jesus
Nesta semana, o vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, Valnir Camilo Scharnoski, se manifestou sobre as acusações feitas pelo prefeito, Nelson Foss da Silva, e pelo presidente do Partido do Trabalhadores, Antonio Brancalione, de “Judas” e traidor. A relação já conturbada entre a Administração Municipal e Nini Scharnoski pioraram depois da eleição da nova mesa diretora da Câmara, quando Scharnoski que é do PP, partido da base governista e do vice-prefeito Vilson Watte, votou com a oposição e elegeu Flávio Ramos, do PMDB, como presidente. Nelsinho e o PT classificaram em entrevistas e, posteriormente, em nota oficial, Nini como traidor, sendo eleito pela coligação que governa o município e fazendo papel de oposição, inclusive “atrapalhando” o andamento de projetos da Administração.
Segundo o vereador, cada um tem o direito de se manifestar, porém agora está sendo de uma forma exagerada. “Eu não sei o por que de tanta preocupação comigo, por que nos últimos dias tenho sido alvo de críticas. Em nenhum momento, eu atrapalhei a Administração, com votação de projetos e tudo mais. Isso não é verdade, eu até quero fazer, com a aprovação do novo presidente, um levantamento de todos os projetos que entraram na casa e comprovar que só dois projetos polêmicos foram votados contra, o que eu faria novamente, por que eu voto de acordo com a sociedade e não com oposição ou situação. Tivemos diversos projetos importantes aprovados e até agora não vimos as obras da Administração, como é o caso da Unidade de Pronto Atendimento e da creche do Bairro Jardim Peperi. Essas coisas eles não reconhecem, como a devolução de recursos da Câmara para ajudar nas despesas”, enfatiza o vereador.
Sobre as acusações de “Judas” e traidor, Nini voltou a afirmar que para compará-lo a Judas, essa pessoa deveria se comparar a Jesus Cristo. “E nem uma dessas pessoas vai chegar a tanto, mas para fazer um julgamento desses tem que se intitular Cristo e ninguém pode querer tanto. Eu respeito a opinião deles, mas quem tem julgar as minhas atitudes, as do prefeito e do presidente do PT é a sociedade”, ressalta.
OPOSIÇÃO
Nelsinho classificou o vereador como traidor principalmente pelo voto dele com a oposição. Já Scharnoski afirma que em momento algum fez combinações de voto com o prefeito e que sua responsabilidade com a sociedade. “O meu compromisso não é com o prefeito ou com o PP, é com o povo que me elege. Eu tenho respeito pelo prefeito, pelos partidos, agora eu não tenho o compromisso de atender caprichos deles. Eu não traí ninguém por que não houve acordo de votar com o prefeito e isso seria vergonhoso. É vergonhoso um político que vota fechado, que vota com o que o prefeito quer. Estamos em um país democrático, sendo a democracia o que se preza. O prefeito não disse isso, mas o que ele quer é um vereador de cabresto e isso não condiz com a minha realidade. Enquanto eu estiver na política, eu vou me manter dessa forma, respeitando a opinião pública, a população e tentando atender os anseios da sociedade”, destaca.
Scharnoski afirma que a maior magoa do prefeito, PT e Administração está na eleição da Presidência da Câmara. Conforme Nini, no início do mandato, eram quatro vereadores de situação, quatro de oposição e Milton Anonni (DEM) também fazendo oposição. “Se votar em vereador de outro partido é traição, foram eles quem começaram por que votaram com o Anonni. Mas eu não considero isso, por que é uma eleição, não um decreto, cada um vota em quem quer, sem vínculos. No começo, eu cogitei a possibilidade de a situação e o Anonni votarem em mim nos dois primeiros anos e depois retribuiríamos votando no Anonni para os dois anos seguintes. Mas, eles não confiaram em mim o voto e eu achei que tinha o direito de ser presidente. Ganhei a credibilidade dos vereadores de oposição que me elegeram. Agora, eu cumpri a acordo da época e votei no Flávio, porém PP e PT novamente não apresentaram um nome e votaram com a oposição do DEM, que saiu do governo cinco dias antes da eleição”, enaltece.
Apesar de votar com a oposição para a eleição da Mesa Diretora, Scharnoski reafirmou que não tem a obrigação de votar com a oposição nos projetos. “O interesse público prevalece, mas não sei como vai ser a posição da mesa diretora, por que eu não tenho compromisso de votar com eles. Ajudei a eleger eles, assim como eles me elegeram com os seus votos, mas eles também não tiveram a obrigação de votar comigo durante a minha presidência, sendo que tivemos posicionamento diferente por várias vezes” enfatiza Nini.









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