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Negócios em família impulsionam crescimento empresarial em São Miguel do Oeste
Com quase 20 anos de atividade, empresa do ramo de retífica de motores expandiu e se tornou um negócio familiar
O empresário Carlos Roberto Agostini, de 51 anos, não teve dúvidas quando decidiu que, a exemplo do pai, também queria seguir a profissão de mecânico. Em 1994, ele abriu o próprio negócio: a Retiago - Retífica de Motores Agostini. Seu objetivo, na época, era prestar serviços automecânicos voltados à retificação de motores de combustão interna. “Comecei prestando serviços variados, com apenas um funcionário. Depois agregamos autopeças e outras atividades que impulsionaram o crescimento da empresa, possibilitando novas contratações de profissionais”, conta ele.
Em quase duas décadas de atividade, a empresa desenvolveu de forma expressiva e mudou de endereço, priorizando um espaço mais amplo para a realização das atividades. Desde o início dos trabalhos, conforme Carlos, a atividade principal da Retiago era o de construção de máquinas para retíficas de motores e para o setor industrial em geral. “Tanto que, seguindo este propósito, surgiu, em 1998, a Agostini Industrial, segmento da retífica responsável pelo projeto e pela execução de máquinas e peças”.
Hoje, as duas empresas juntas possuem um quadro de mais de 70 funcionários. “A Retiago é uma empresa regional, com foco no povo do oeste catarinense; já a Agostini Industrial é uma empresa com alcance nacional, atendendo todo o Brasil e com intenção de passar a atender o Mercosul de forma geral”, resume.
NEGÓCIO EM FAMÍLIA
O negócio que começou pequeno, sob o comando de Carlos, hoje emprega toda a família. A esposa, Vânia, é diretora financeira. Os dois filhos: Tiago, que é engenheiro mecânico, é gerente industrial; e Raíssa é responsável pelo setor comercial. Além deles, ainda atuam nos negócios o irmão de Carlos, Getúlio, que é sócio e gerente da retífica de motores, e a nora, Mariana, que é advogada e gerente de RH (Recursos Humanos). Além deles ainda atuam nos negócios o irmão de Carlos, Getúlio, que é sócio e gerente da retífica de motores e seu filho Fábio que o auxilia na administração da retífica.
“Meus filhos desde pequenos acompanhavam os serviços da empresa. Eu e minha esposa desde cedo tínhamos a preocupação de não influenciá-los, deixando-os livres para que escolhessem fazer o que tivessem vontade. A única coisa que priorizamos a eles foi que estudassem”, comenta Carlos.
Mas a convivência familiar nos negócios fez com que todos tomassem gosto pelo empreendimento. “Quando iniciei os trabalhos não imaginava que meus filhos pudessem entrar para trabalhar e ajudar na empresa, somente minha esposa, que começou me auxiliando na parte financeira. Depois, todos foram entrando espontaneamente. Hoje, cada um tem seu próprio salário e cumpre com suas responsabilidades profissionais. Aqui, respeitamos sempre a hierarquia da empresa”, ressalta.
Trabalhar em família pode ser uma grande vantagem em se tratando da gestão empresarial, mas também tem seus contratempos. “Trabalhar com familiares é bom pela parte da relação de confiança, mas às vezes administrativamente é complicado, surgem algumas opiniões divergentes, mas as decisões têm de ser firmes e o profissionalismo tem de ser levado em conta nessas horas. Toda a família depende da empresa, por isso nossa preocupação é mantê-la saudável”.
SUCESSÃO
“Na verdade, a nossa parceria é que tem feito com que tenhamos trabalhado juntos nos últimos anos. Aqui, nós temos planos de carreira iguais aos de qualquer outro funcionário. Eu e minha irmã gostamos de trabalhar aqui e sempre buscamos alguma formação a mais para complementar a atividade da empresa”, diz Tiago, que junto com a irmã Raíssa são apontados por Carlos, como sucessores do negócio.
“Eles já têm consciência de que serão os responsáveis por tocar as empresas daqui a mais alguns anos, pois não poderei ficar à frente dos negócios para sempre, é uma lei normal da vida, as pessoas vão envelhecendo e precisam, em algum momento, diminuir a intensidade de trabalho”, destaca.
No que depender da família Agostini, a sucessão empresarial não vai parar na segunda geração. Tiago, o descendente mais velho de Carlos e Vânia, ainda não tem filhos, mas já admite que tem o sonho de quem sabe trabalhar em parceria com os futuros descendentes. “Assim como meus pais, não quero forçar meus filhos a trabalharem aqui conosco. Quero que façam o que tiverem vontade e com o que se identificarem mais, mas tenho essa vontade, sim, de quem sabe um dia poder vê-los optando em trabalhar na empresa, assim como eu e minha irmã também fizemos”, finaliza Tiago.
Parceria entre pai e filho tem sido o ponto forte do trabalho em família
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