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MS destina R$ 31 mi para combater violência à mulher
A intenção do Ministério da Saúde é incentivar a notificação e a prevenção dos casos de agressão
No Brasil, a agressão física representa 78,2% dos casos de violência sofridas por mulheres entre 20 e 59 anos. Para mudar este cenário, o Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 31 milhões de reais, que serão repassados às secretarias estaduais e municipais de saúde de todo o país. Em 2011, foram investidos R$ 25 milhões em projetos semelhantes.
Mesmo com os avanços nas políticas de apoio às mulheres nos últimos anos, elas ainda são as maiores vítimas de violência no país e as mais vulneráveis a sofrer maus-tratos em ambientes domésticos, revela os dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan). Em 2011, o número de notificações foi de 37.717, número 38,7% maior do que em 2010, quando a notificação ainda não era obrigatória.
Os parceiros ou ex parceiros são os principais agressores, responsáveis por 41,2% dos casos, revela o MS, e a maioria das agressões (60,4%) ocorre dentro da própria residência.
Existem hoje no país 552 serviços de atendimento às mulheres em situação de violência sexual e doméstica, além de 65 serviços de abortamento legal. As ações de combate à violência, no Sistema Único de Saúde (SUS), incluem o treinamento dos profissionais em toda rede pública, a ampliação dos serviços sentinelas de notificação e dos serviços que prestam assistência às mulheres agredidas.
Na ficha de notificação do Sinan constam como tipos de agressão à mulher: lesão autoprovocada, violência física, violência psicológica/moral, tortura, violência sexual, tráfico de seres humanos, violência financeira/econômica, negligência/abandono, trabalho infantil, intervenção legal e outras.









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