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Morro do Cristo: potencial turístico a ser explorado em Descanso
Construído em 1949, espaço necessita de cuidados constantes e atenção da população
Não há como passar em Descanso sem contemplar o Monumento a Cristo Redentor, que no alto de um morro, de braços abertos, simboliza a benção e proteção a quem mora e passa por ali. A estátua, com nove metros de altura e 30 toneladas, é considerada há mais de 63 anos o principal ponto turístico da cidade, que possui hoje pouco mais de nove mil habitantes.
A visão que se tem ao chegar no alto do Morro do Cristo, como é conhecido o espaço que é cercado por árvores e algumas casas, agrada a qualquer visitante. De lá, é possível ter uma visão parcial da cidade. Bancos e um gramado estão à disposição de quem quer passar um tempo com a família e amigos em um ambiente natural.
Mas para que este local continue sendo destaque no turismo regional e atraia cada vez mais visitantes é preciso mais atenção de lideranças e da comunidade em geral. Na opinião de quem conhece e visita o espaço, alguns pontos precisam ser melhorados com certa urgência, como a divulgação da localização do monumento, a disponibilidade de um agente para receber e orientar turistas e visitantes, embelezamento e implantação de banheiros e empresas, como lanchonete e casa do artesanato. Pois, atualmente, no alto do Morro do Cristo resta apenas uma estrutura, que abrigava uma lanchonete, com marcas de abandono e vandalismo. Hoje, o visitante que necessita ir ao banheiro ou quer fazer um lanche precisa se deslocar a outros locais da cidade, o que para um ponto turístico isso é negativo, pois o espaço deve oferecer condições necessárias para que o turista permaneça no local. Um ponto que pode e merece ser mais explorado por empreendedores.
Há mais de 10 anos, Altair dos Santos Camargo reside próximo ao monumento e acompanha de perto a movimentação no local. Segundo ele, o número de visitantes de outras cidades e regiões ainda é significativo, no entanto é preciso reforçar a segurança do local para que isso se mantenha e melhore. De acordo com o morador, à noite, principalmente nos finais de semana, o espaço tem sido usado para festa e ‘bebedeira’ de grupos formados principalmente por jovens, que prejudicam a imagem do ponto turístico religioso da cidade. “Além disso, são estes indivíduos que se reúnem frequentemente no alto do Morro e que durante os encontros depredam o local”, aponta o morador. Camargo ressalta que seguidamente a administração faz a limpeza e melhorias no espaço, porém isso dura pouco tempo. Basta os vândalos perceberem e o cenário se transforma. “São lâmpadas quebradas, garrafas e lixeiras arremessadas ao longo do morro e lixos espalhados pelo local. Esta cena se repete com muita frequência. Por esta razão acredito que a segurança deveria ser intensificada à noite, talvez com a instalação de câmaras para identificar os culpados ou então policiamento mais intensivo no local”, considera.
A esposa Ivete acrescenta que no período noturno o Monumento a Cristo Redentor é bem iluminado e bonito de se visitar, mas atitudes como esta, de festa dos jovens no local, têm intimidado os visitantes. “Um grande número de pessoas vem ao Morro do Cristo durante o dia. Acredito que se houver mais segurança à noite, a visitação também aumentará neste período”, ressalta a moradora. Na opinião do pároco Egídio Balbinot, o ponto turístico religioso de Descanso necessita, sim, de mais atenção e cuidados por parte de toda a comunidade.
SEGURANÇA
O pedido de mais segurança no local por parte da população é importante e válido, no entanto o número de ocorrências registradas no Morro do Cristo é baixo. A informação é do segundo sargento comandante da Polícia Militar de Descanso, Ilionei Manfroi. Segundo ele, a Polícia desenvolve ação especial no principal ponto turístico da cidade, com rondas diárias e frequentes e abordagem às pessoas suspeitas. Manfroi destaca que como o posto de policiamento local possui apenas uma viatura e um policial para atendimento por dia, não há como estar presente em todo os locais. “Nossas condições e falta de efetivo comprometem um trabalho mais eficaz. Estamos fazendo o possível para melhor atender à população descansense”, comenta. O sargento destaca que já foram feitos pedidos administrativos para melhorar a estrutura e as condições do policiamento descansense, mas até o momento a solicitação não foi atendida.
No entanto, Manfroi acrescenta que neste sentido é importante a colaboração da população. “A Polícia Militar está à disposição da comunidade 24 horas por dia. Desta forma, o pedido é para que sempre que alguém perceba alguma atitude suspeita no local ou encontros que comprometam a integridade do espaço, nos acione através do 190. Precisamos que a população nos oriente e colabore com nosso trabalho”, solicita Manfroi.
MELHORIAS
Oferecer melhores condições no Monumento ao Cristo Redentor é um dos grandes e mais importantes projetos da Administração Municipal. Conforme o prefeito de Descanso, Hélio Daltoé, a equipe administrativa está elaborando um projeto de readaptação do Cristo e reformas no acesso. Assim que concluído, será encaminhado ao Ministério do Turismo. Daltoé destaca que o espaço é extremamente importante para o município e precisa oferecer melhores condições aos turistas. “Vamos fazer o possível para que isso aconteça em breve”, reforça.
HÁ 63 ANOS EM DESCANSO
Cumprindo uma promessa feita, relativa à transição de terras, as famílias de Antônio Ciechanowski (1905-1989), Thomas Koproski (1909-1963), Alfredo Barili (1915-1996) e João Agostini (1908-1963), decidiram construir um monumento a Cristo Redentor no alto do morro, a oeste da então Sede Descanso. Presente desde 1949 em Descanso, o Monumento a Cristo Redentor é sinônimo de religiosidade e turismo na cidade. De acordo com o pioneiro, Eliseu Oro, o local para construção do monumento foi sugestão do sacerdote Aurélio Canzi, e o terreno foi doado por João Wronski, que também ajudou na construção da obra. O trabalho do pedestal esteve a cargo de Jorge Veit, de Vila Oeste. Já a grande estátua de concreto foi executada pelo casal Alfredo e Elisa Staege, de Guaporé/Rio Grande do Sul, com o auxílio da comunidade local. Segundo dados históricos, o acabamento da estátua foi efetuado de cima para baixo.
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