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Moradora reclama de ocupação do novo galpão da Acomar
Lixo depositado do lado de fora do galpão e invasão de divisa são motivos de preocupação
Depois que o Ministério Público solicitou a desocupação do antigo galpão da Acomar (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis), os coletores precisaram transferir as atividades para o novo espaço construído pela prefeitura, aos fundos da Vila Nova II, em São Miguel do Oeste.
O processo iniciou nesta semana, quando também foi feita a segunda coleta de materiais eletrônicos e lâmpadas no interior, mas o fato gerou a insatisfação da moradora vizinha, Sandra Lintner. Desde o início da construção do galpão, ela relata que a família tem sofrido transtornos. “Invadiram nosso terreno, derrubaram o muro e a cerca da frente de casa e ainda trancaram a estrada que vai para a nossa roça. Depois disso, quando chove aqui na entrada vira uma lama”, comenta.
Segundo a moradora, após um contato com a Administração Pública Municipal, o muro da casa foi reformado, mas até agora as providências que lhe haviam sido prometidas não fora tomadas, como a construção de um muro de contenção da terra e de uma cerca nos fundos do novo galpão. “A minha casa e o poço de onde a gente capta água para beber ficam a alguns metros. Quando abro a janela do meu quarto dou de cara com um monte de lixo que está sendo depositado fora do galpão”, destaca ela, acrescentando que a estrutura também ainda não tem janelas.
A preocupação, conforme a moradora, vai além do aspecto visual. “Tem pneus, fogões, lonas, bacias, televisão e outros lixos ensacados do lado de fora. Hoje nem teve vento e já tem lixo no nosso terreno. Quero ver quando chover aqui, já que vai acumular água e quando menos se esperar terá mosquito da dengue aqui”, disse a moradora, que quer uma solução para os problemas.
CONTRAPONTO
O secretário de Planejamento, Adair Bernardi, disse que o galpão novo da Acomar foi construído em conformidade com a lei que trata do uso do solo e que a atividade de separação do lixo no local está sendo feita com licenciamento ambiental.
Segundo ele, na prefeitura, as reclamações da moradora são desconhecidas, mas se a equipe de engenharia verificar a necessidade de muro de contenção e cercas ao redor do galpão, o procedimento deve, sim, ser adotado. O secretário disse, ainda, que as aberturas nas janelas do galpão já foram providenciadas, faltando apenas a empresa fazer a instalação.
Bernardi ainda frisa que a situação é semelhante à do cemitério - “todo mundo precisa, mas ninguém quer ter do lado de casa”. Segundo ele, a prefeitura não tem muitas áreas disponíveis para esse tipo de empreendimento, tendo sido necessário, também, observar a proximidade com o local onde moram os coletores.
A secretária de Ação Social, Soeli Paris, confirmou que as atividades de separação do lixo deverão ser mantidas no novo galpão.
Materiais foram deixados do lado de fora do galpão, próximo à casa de Sandra









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