Momento de renovação

Momento de renovação
Folha do Oeste

Depois de 18 anos como presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São Miguel do Oeste, Elias Rost deve deixar o cargo no final de maio

O sindicato com maior tempo de atuação em São Miguel do Oeste deverá realizar, no dia 12 do mês que vem, votação para escolher a nova diretoria para o exercício 2011/2014. A eleição ocorrerá no salão paroquial da Igreja Matriz São Miguel Arcanjo.
Criado por intermédio do governo, antes de ser denominado Sindicato dos Produtores Rurais, o Sindicato chegou a ser chamado de Associação Rural. O prédio que hoje abriga a sede foi construído em meados de 1958 e somente em 1968 é  que a então associação passou a ser conhecida como Sindicato Rural. Essa passagem quem conta é Elias Rost, atual presidente, que está à frente do Sindicato há 18 anos.
“Todo esse tempo é quase uma vida. Tivemos muita aceitação em nosso trabalho, que foi muito bom para o nosso quadro social. Mas chegamos a um momento onde é importante fazer uma renovação”, comenta Rost, explicando que a decisão de não mais concorrer também está relacionada a um melhor cuidado com a saúde. “Esse trabalho exige bastante dedicação para que se possa representar bem a entidade, por isso tiro uma folga momentaneamente, o que não quer dizer que talvez no futuro não volte a ser candidato”.
Aos 64 anos, o gaúcho Elias Rost, que nasceu em Osório (RS), veio para a região com os pais em 1948. Ainda pequeno, ele conta que os familiares se instalaram no interior de Guaraciaba. “Antigamente, essa região ainda era ‘Vila Oeste’, e meu falecido pai dizia que quando veio para São Miguel do Oeste havia somente 25 moradores”.

TREGETÓRIA
Depois de seis mandatos à frente do sindicato, Rost explica que decidiu, junto com a família, que não mais concorreria à presidência. Contudo, ele revela que não se retirará completamente do sindicato, já que fará parte da nova chapa, ocupando o cargo de segundo secretário suplente.
Em 1993, quando assumiu o sindicato, Rost recorda que a associação passava por dificuldades. “Estava com um pouco de dívidas e até pensavam em vender o prédio para quitar os compromissos. Também lembro que quando assumimos a diretoria, os integrantes da chapa que nos antecedeu demitiram todos os funcionários”.
Para superar esses problemas, Rost destaca que foi necessário buscar, naquela época, o apoio da Federação da Agricultura para que pudesse realizar uma mudança no Sindicato. “Lembro que fomos empossados de manhã e ficamos sabendo que os funcionários haviam sido demitidos. Então, a gente assumiu o Sindicato sem funcionário, começando do zero, mas deu tudo certo; hoje, não temos dívidas, inclusive temos alguns recursos”, conta ele, enfatizando que quando assumiu a presidência, o sindicato estava praticamente falindo. “Hoje, nós temos tudo legalizado e informatizado, criamos inclusive um posto avançado em Guaraciaba”.

CARACTERÍSTICA
Ao longo destes quase 20 anos, Rost salienta que, além do verdadeiro objetivo do sindicato de defender e representar a categoria, uma das atividades com maior destaque foram os trabalhos de profissionalização do produtor rural. “Começamos esse trabalho em 1993, e até 2010 foram mais de 2.500 ações [cursos] feitas através do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural); se formos somar os produtores que participaram desses cursos, dá uma média de quase 15 por treinamento”, calcula.

PLANOS
“Se fiquei aqui por 18 anos é porque estava fazendo aquilo que realmente gostava de fazer. Adorei muito esse trabalho, me dediquei o máximo possível, mas chegou um momento de mudança, eu sei que no início vou estranhar, mas estou à disposição para apoiar a nova diretoria”.
Depois que deixar oficialmente o cargo em 25 de maio, a princípio Rost assegura que vai descansar e futuramente pensar no que vai fazer. “Quero realmente é descansar, mas não abriria mão, talvez, de ficar respondendo por algum trabalho dentro do sindicato”.
Porém, ele ressalva que isso será discutido com a nova diretoria eleita. “Tenho como plano, também, de possivelmente sair como vereador no município de Barra Bonita. Já fui convidado outras vezes, mas devido ao trabalho no sindicato não aceitei alguns cargos no município. São possibilidades daqui pra frente, mas nada de concreto”, assegura.

CHAPA ÚNICA
No dia da eleição, na parte da manhã, dar-se-á um seminário, cujo palestrante será o vice-presidente de secretaria da Faesc (Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina) e presidente da Cidasc, Enori Barbieri. À tarde ocorre reunião ordinária com prestação de contas e diversos outros assuntos de interesses da sociedade e também a eleição da nova diretoria, que terá renovação em quase 60% dos membros que a compõe. “A diretoria que assume o sindicato deve renovar os trabalhos de acordo com as ideias que sustenta. Espero que o beneficio para o associado continue bom e que se conserve esse trabalho em defesa da categoria”. 
A composição da única chapa que se candidatou tem como presidente o empresário Astor Kist, o primeiro vice-presidente, Adair José Teixeira, o segundo vice-presidente, Olinto Sebben, o primeiro secretário, Ernélio Albano Maldaner, o segundo secretário, Elias Rost, a primeira tesoureira, Ana Marlise Becker e o segundo tesoureiro, Ivanor José Moser, além de três conselheiros fiscais e três suplentes.

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