Ministério Público e policias apelam para fim da greve dos caminhoneiros

Ministério Público e policias apelam para fim da greve dos caminhoneiros
Liange Gattermann-Folha do Oeste

Numa entrevista coletiva, concedida agora pouco à imprensa, o Ministério Público de Santa Catarina, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Público Federal fizeram um apelo para o fim do movimento grevista dos caminhoneiros, que já dura onze dias em SMOeste.

De acordo com o promotor de Justiça, Maycon Hammes, a situação é gravíssima. “A paralisação está afetando a economia, a educação e começa a colocar em risco a saúde da população. Essa situação não pode perdurar por muito mais tempo”, alertou detalhando que além do combustível, já estão faltando produtos nos supermercados, no comércio, para o tratamento de água e para o atendimento nos hospitais. “Existe um risco de se perder o controle”, afirmou o promotor.

“PRECISAMOS DO APOIO DA POPULAÇÃO”

O promotor de Justiça de São Miguel do Oeste solicitou que a população faça uma análise mais profunda sobre a paralisação. “Será que essa é a melhor forma que dispomos para reivindicar os direitos de uma categoria”, indagou.

 “Nós [os órgãos participantes da coletiva] não temos vínculo político, estamos preocupados. Pedimos que a população encontre uma forma pacífica de se manifestar, sem colocar em risco a vida”, assinalou ao descrever a situação como calamitosa. “Daqui a pouco os estabelecimentos penais não terão como manter os presos. Mas, eles não podem morrer de fome. Aí eles vão ter que ser soltos”, alertou se referindo às implicações sobre as restrições do direito de ir e vir e da circulação da mercadorias na região.

“SE NÃO COLABORAREM TEREMOS QUE ADOTAR MEDIDAS”

Como porta-voz dos órgãos policiais e do Ministério Público, o promotor Maycon Hammes, definiu a paralisação como um autoflagelo. “O governo não está sentindo, mas a população sim”, frisou ao delimitar prazo até amanhã para que o movimento cesse.

Os órgãos esperam que os caminhoneiros se sensibilizem e atendam ao pedido. “As negociações podem continuar na esfera política, mas, se não houver colaboração teremos que adotar medidas. Não podemos permitir que 5% da população coloque em risco a vida dos outros 95%”, desabafou ao adiantar “será como um remédio amargo”.

 

 

Polícia escolta mais carregamentos da JBS em São Miguel do Oeste Anterior

Polícia escolta mais carregamentos da JBS em São Miguel do Oeste

Próximo

Procon/SC orienta consumidores a não fazerem estoque de produtos

Deixe seu comentário