Confira os principais projetos que começaram a tramitar na Alesc |
Ministério da Pesca investe no desenvolvimento do setor na região
Cerca de 600 pescadores serão beneficiados
O setor de piscicultura da região Oeste e Extremo Oeste de Santa Catarina, desde o último dia 20 conta com um apoio a mais para promover seu desenvolvimento. Neste dia, como anunciou o ministro de Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolin, no seminário realizado dia 15 de junho em Descanso, houve a inauguração do escritório regional do Ministério. A sede do escritório está situada junto ao Incra, em Chapecó, e possui como coordenador regional o ex-prefeito do município de Ipumirim, Nilo Bortoli. Ainda serão contratados mais um auxiliar de escritório, um técnico em piscicultura e um engenheiro em aquicultura para complementar a equipe. Conforme Bortoli, a abertura do Escritório em Chapecó foi decidida pelo fato de a região concentrar a maior parte dos cerca de 20 mil piscicultores catarinenses. O Ministério da Pesca estima que aproximadamente 10 mil produtores estejam em atividade no oeste e extremo oeste de Santa Catarina, respondendo por 9 mil toneladas de pescado em cativeiro produzidas anualmente. Devido à grande distância de Florianópolis, onde se encontra o escritório estadual, entre 700 Km a 550 Km, não há como prestar uma assistência condizente com todas as necessidades desses piscicultores, por isso todos os encaminhamentos feitos a Florianópolis agora poderão ser descentralizados em Chapecó. "Temos na região aproximadamente 600 pescadores que demandam de todos os documentos para a carteirinha de pescador no escritório em Florianópolis, então toda essa documentação em vez de ser em Florianópolis vai passar a ser feita aqui no escritório de Chapecó", destaca. A criação da representação em Chapecó também levou em conta uma série de investimentos do Ministério que vem sendo feito na região para produção de peixes em cativeiro. Segundo Bortoli, no dia 14 de julho foi realizada uma reunião em São Miguel do Oeste com os secretários da região para elaborar um documento de reivindicação que visa atrair investimentos para esta região. Dentre as reivindicações prioritárias ele destaca a assistência técnica, o trabalho de horas/máquina, além da aquisição de mais máquinas para poder melhorar a abertura de novos açudes, afora um estudo, através de uma universidade, para viabilizar a instalação de uma estação de piscicultura. "Para isso estivemos visitando os municípios, em Anchieta conhecemos o frigorífico deles, que deve ser inaugurado talvez em agosto, e tivemos nos municípios de São José do Cedro, Guaraciaba e Paraíso para apresentar as lideranças, os programas que o Ministério da Pesca e Aquicultura têm que é o programa Hora e Incentivo, com recursos financeiros horas/máquina e também a possibilidade de conseguir máquinas através de emendas parlamentares onde Ministério pode adquirir para disponibilizar aos municípios", explica. PRODUÇÃO NA REGIÃO Conforme Bortoli, a região tem um grande potencial de produção de peixes em cativeiro, que pode ser uma atividade muito rentável, mas precisa se organizar e planejar a cadeia produtiva. "Nossa região é a que mais produz peixes cultivados, então precisamos ampliar as políticas de assistência técnica, a cadeia produtiva, produção de alevinos, frigoríficos. Além do de Anchieta, foi inaugurado um em Abelardo Luz, com capacidade para abater umas 10 mil toneladas de peixe por dia. Então nós não temos peixes suficientes, é por isso que este escritório vai servir para fomentar a ampliação e a melhor produção do peixe em açude. O objetivo é aumentar a produção, já que os frigoríficos existentes têm uma capacidade maior para uma produção ainda pequena", conclui.
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