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Luiz Henrique e Vignatti foram os mais votados na região Extremo Oeste
Análise da votação regional mostra que PMDB e PT foram os partidos que mais aglutinaram votos
As cadeiras permanecem e mudam as pessoas. Algumas peças importantes perderam espaços, enquanto outros foram melhores na conquista do voto dos eleitores. O cenário político mostra que decisões em nome dos partidos, ou mesmo a falta de ação, tiram e substituem nomes que pareciam consolidados. Como diz o ditado: eleição se ganha só depois de abrir as urnas.
Numa análise dos votos na região, observa-se claramente a liderança de Luiz Henrique da Silveira em São Miguel do Oeste, que faturou mais de mil votos além do candidato ao Governo do Estado pela polialiança, Raimundo Colombo, demonstrando a boa aceitação do modelo de descentralização idealizado em seu primeiro governo. Vignatti e Bauer vieram na sequência, e o comunista Ghizoni arrematou mais de 4.200 votos, com o apoio de inúmeros petistas, ultrapassando Hugo Biehl, que tradicionalmente fazia excelente votação por aqui e que agora ficou apenas em quinto lugar nos votos dos migueloestinos. O primeiro suplente de Beth Tiskoski, ex-vereador Moacir Fiorini, do PDT migueloestino, não conseguiu agregar tantos votos, como já era previsto, em razão da liderança dos demais candidatos concorrentes e à pequena estrutura de campanha disponibilizada. Na eleição para deputado federal, quem surpreendeu em número de votos na região foi Pedro Paulo Boff Sobrinho, conquistando quase 1.300 votos, fazendo dobradinha com Sargento Soares.
Para deputado estadual, a maior cidade do Extremo Oeste demonstrou a força do PT ao eleger, em primeiro lugar, o padre Pedro Baldissera, que abocanhou 3.854 votos. Mauricio Eskudlark foi o segundo mais votado (2.345 votos), seguido de Plinio de Castro (1.428 votos). Já o PMDB, que se dividiu durante a campanha, apoiou pelo menos três candidatos, em razão de João Grando, que era a previsão, ter desistido de concorrer. Os candidatos Rose Berger, apoiada pela vereadora Dete Fabiani; Mauro de Nadal, com o endosso do ex-prefeito João Valar; e Cobalchini, com o aval do vereador Flavio Ramos e do presidente do PMDB local, Fio, tiveram média de 1.315 votos cada um. No entanto, apenas Cobalchini conseguiu se eleger. Mauro de Nadal ficou suplente e pode entrar. Rose Berger, que é natural daqui mas tem seu reduto no litoral, não se elegeu. Amauri Soares, apoiado pelos policiais, faturou 1.004 votos. Ainda em SMOeste, 42 candidatos levaram apenas um voto.
Em São José do Cedro, o prefeito Renato Broetto, que apoiou a coligação PT/PMDB em nível nacional, conseguiu para Dilma Roussef 54,33% dos votos válidos. Por outro ângulo, a liderança de Plinio de Castro, candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, levou o PP a vencer os votos nas urnas cedrenses para os candidatos a governador - com 42,93% dos votos para Angela Amin e Hugo Biehl - seguido de Vignatti para o Senado. Plinio iniciou em sua cidade com 4.051 e atingiu 20.157 votos no total. Guarujá do Sul apostou no apoio a Renatto Hinnnig para deputado estadual, e nos municípios onde o agronegócio se sobressai (Palma Sola/Cedro e Princesa), Zonta (PP) manteve a liderança de votos, respaldada pela sua atuação no setor cooperativo. Ainda neste viés, nota-se uma perda de liderança do deputado em Campo Erê, onde ficou na 7ª posição. Por lá, quem ganhou espaço foi o candidato nato, Gilberto do Amaral, do PCdoB, que arrematou 651 votos, conquistando a segunda melhor votação, ficando atrás do candidato apoiado pelo prefeito Nego Lima, José Vieira (PR). Já para estadual, também com o aval do prefeito, Gilmar Knaesel levou a melhor e faturou a maioria de votos, seguido de Cobalchini, que é do município vizinho, São Lourenço. Amaral, no entanto, chegou a 1.170 votos no total e ficou como suplente de deputado federal.
Descanso mostra-se boa geradora de candidatos: Márcio Bortoloto, principiante na carreira a deputado, saiu de 1.049 votos do seu reduto eleitoral e atingiu 1.813 votos no total. Concorrendo a deputado federal, os dois descansenses Uczai e Luci dividiram forças, mas ainda assim conseguiram se eleger. Luci ficou na média. Uczai fez quase 50 mil votos a mais que a defensora das donas de casa, que em 2002 chegou a 126.590 votos, e agora, para o mesmo cargo, não passou de 65.545 votos, uma perda de mais de 60 mil eleitores, que migraram provavelmente para Uczai, do mesmo partido. Luci, em nome do partido lançou candidatura ao Senado em 2006, quando havia apenas uma vaga e perdeu para Colombo, que sozinho arrematou 48,35% dos votos do Estado, deixando para trás Luci e mais cinco candidatos. Após, ela assumiu a presidência do Partido em SC, ficando mais distante do eleitor, já que não teve ministério e nem secretaria à sua disposição. Uczai também ganhou de presente o espaço de Vignatti, que em 2006 fez 114.681, mas desta feita concorreu ao Senado.
O prefeito de Dionísio Cerqueira, Altair Rittes, trabalhou muito bem e levou a maioria de votos para seus candidatos, tanto em nível nacional quanto estadual. A candidata Ideli fez quase mil votos a mais que Colombo, situação que não se repetiu na maioria dos municípios administrados pelo PT. Ideli venceu apenas em Dionísio Cerqueira, Guaraciaba e Bandeirante. Vignatti e Ghizonni foram primeiro e segundo colocados para o Senado na fronteira com a Argentina. Vânio dos Santos (PT) foi o mais votado para deputado estadual, sendo que Dresch e padre Pedro se mantiveram no Legislativo, demonstrando o voto fechado no partido. Guaraciaba mostra um cenário parecido, levando Vignatti, seguido de Ghizzoni, a maioria de votos ao Senado. Dilma, Ideli e respectivos candidatos petistas saíram como os mais votados, trabalho do prefeito Ademir e do coordenador Regional Airton Fontana.
Guardadas as devidas proporcões, as coligações e os pesos de cada candidato em cada eleição, nota-se a recuperação de votos de Zonta, que em 2002 havia feito 126.590 votos, para em 2008 perder 37.777 eleitores e agora recuperar-se ao alcançar 103.965 votos. Gervásio Silva, que em 2006 fez 95.864 votos, agora só conseguiu pouco mais de 59 mil votos, ficando fora da Câmara Federal. Por outro lado, Celso Maldaner saiu dos pouco mais de 65 mil votos para 93.455 neste ano, mantendo-se dentro da Câmara Federal. João Rodrigues, como já era previsto, também fez excelente votação pela região e mostra-se no cenário estadual como um grande agregador de votos: é o quarto deputado federal mais votado do Estado, ficando atrás apenas de Mariani, Amin e Paulinho Bornhausen, que já saem na frente pela ampla base eleitoral que possuem e histórico em eleições de nível federal.
LHS e Vignatti levaram a maioria dos votos na região. LHS venceu em nove munícipios (Bandeirante/Belmonte/Barra Bonita/Descanso/Itapiranga/Paraíso/Princesa/Santa Helena e SMOeste), enquanto Vignatti fez votação superior em 11 cidades do Extremo Oeste (Anchieta/Campo Erê/Dionísio Cerqueira/Guaraciaba/Guarujá do Sul/Iporã do Oeste/Mondaí/Palma Sola/São João do Oeste/São José do Cedro e Tunápolis).
Dilma Roussef faturou na maioria dos municípios do Extremo Oeste, ficando para trás apenas em Tunápolis, Descanso e Belmonte.
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