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Lei da Cadeirinha reduz em 23% mortes de crianças
A morte de crianças de até 10 anos que estavam sendo transportadas em automóveis teve uma redução de 23% após um ano de estar em vigor a Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), conhecida como Lei da Cadeirinha.
De setembro de 2009 a agosto de 2010, o SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), do Ministério da Saúde, notificou a morte de 296 crianças nessa faixa etária. Entre setembro de 2010 - quando a lei passou a valer - e agosto de 2011, o número caiu para 227. Se comparado com a média dos cinco anos anteriores à lei (267,9), a queda foi de 15%.
Os dados fazem parte da primeira ‘Avaliação Preliminar do Impacto da Lei da Cadeirinha Sobre os Óbitos de Menores de 10 anos de Idade no Brasil’, elaborada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Em seis anos, é a primeira vez que há registro de queda.
Essas comprovações motivam a mãe Lucimara Gakoski a continuar seguindo a lei. Pensando na segurança da filha, de quatro anos, ela comprou a primeira cadeirinha quando Luiza ainda era bem pequenina. “Eu penso que contribuí muito para a segurança dela”, complementa.
Luiza já cresceu acostumada a sentar na cadeirinha, presa no banco de trás do carro. Segundo a mãe, a menina não vê nenhum inconveniente. “Ela gosta, aceita numa boa ficar sentada na cadeirinha. Ela sabe que é para o bem dela”, destaca Lucimara.
Infelizmente, nem todos os pais estão conscientes. Basta ficar alguns minutos em frente a uma unidade escolar nos horários de início ou término das aulas para observar as irregularidades. Alguns sequer têm a cadeirinha, outros, por se tratar de um trajeto curto, cedem ao pedido dos filhos de poder sentar em outro lugar. Para estes, vale reforçar as palavras do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando da divulgação do resultado da pesquisa: “os pais e responsáveis pela criança nunca podem esquecer que a lei deve ser respeitada todos os dias”.
Luiza já sabe que tem de ficar na cadeirinha









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