Instituto Geral de Perícias continua trabalho em motores

Já foram identificadas numerações de 103 motores e agora trabalho se volta para as 119 caixas

O Instituto Geral de Perícias de São Miguel do Oeste, com a responsabilidade do perito criminal Luiz Maran, já identificou a numeração dos 103 motores apreendidos no mês de maio em uma propriedade rural na linha Barra do Guamerim, interior de SMOeste. Agora o trabalho continua para identificar as 119 caixas de câmbio apreendidas na mesma ocasião. A identificação dessas peças iniciou já quarta-feira, dia 17.

Dos 103 motores periciados, estão peças praticamente novas com modelos de ano 2009, de diversas marcas, incluindo veículos importados. Cinco motores são de veículos maiores, como camionetes.

Segundo o perito, a grande maioria dos motores e caixas de câmbio estão com a numeração raspada e o trabalho de identificação pode levar até uma hora em cada peça e por isso não existe previsão de conclusão das perícias. Até o momento, apenas um dos motores não tinha a numeração raspada e ainda estava com um código de barras original de fábrica, possivelmente porque a peça estava suja e não foi?@visto.

Maran explica que?@com a perícia da peça nem sempre se consegue ver todos os números e letras, mas, posteriormente, com análise das fotografias é possível identificar totalmente a peça. Depois da perícia é feito o pedido de carta laudo da montadora e também já possível ?@pesquisar no Cadastro Nacional, que propicia determinar de que veículo era essa peça e de que estado veio.

O processo da perícia começa pela identificação do local onde ficava a numeração, que varia de cada modelo. Posteriormente é passada uma lixa fina com água e aplicado um agente metalográfico. Esse agente fica por um tempo sobre a peça e algumas vezes é preciso mais de uma aplicação para identificar a numeração. Em seguida o agente é retirado e o perito verifica os números e letras e fotografa a peça, sendo que com a fotografia ampliada no computador é possível identificar mais alguns detalhes.

Para venda e colocação em outro veículo, provavelmente as peças seriam numeradas novamente e, segundo o perito, para um leigo a fraude poderia passar despercebida, já que existem falsificações muito bem feitas, mas um perito ou um vistoriador com uma certa experiência pode visualizar que se trata de uma numeração falsificada.

De acordo com o perito, no caso dessas adulterações, a raspagem foi feita com lixadeiras rotativas e em função do tipo de material, que pode ser de aço, alumínio ou ferro fundido, é usado determinado tipo de disco de lixa e, dependendo do adulterador, a raspagem pode pegar bordas do metal, deixar a peça cheia de riscos ou até mesmo ser uma raspagem muito superficial. "Cada caso é um caso e, por isso, quanto mais chula for a adulteração, mais difícil será para revelar a totalidade da numeração. Mas, apenas com fragmentos de numeração é possível revelar com análise os dados", enfatiza Maran.

A perícia está sendo realizada em um dos galpões do Ferro Velho Agostini, que fez a recolha dos motores no local da apreensão e a empresa e os funcionários não possuem qualquer relação com a origem das peças. Os motores e as caixas devem ficar no local até a conclusão das perícias e posteriormente serão armazenados em outro local.

INVESTIGAÇÃO

 

A Polícia Civil de São Miguel do Oeste continua investigando os envolvidos e as circunstâncias da apreensão de mais de 200 motores e caixas de câmbios efetuadas em maio. Até o momento ninguém foi indiciado, porém o empresário Marcos Massignani ficou preso temporariamente por 10 dias, por suspeita de ser o proprietário das peças apreendidas.

A prisão do acusado não foi em virtude dessa apreensão, mas teve a ver?@com os outros dois inquéritos encerrados nesta semana. Nestes dois inquéritos, quatro pessoas foram indiciadas, sendo que um deles trata-se de Massignani. Conforme o delegado da Central de Investigações de SMOeste, Ricardo Casagrande, a prisão do acusado foi pedida para?@não impedir a conclusão dos inquéritos. Segundo ele, como venceu a prisão temporária, o acusado foi solto, mas se houver necessidade pode ser representada contra ele a prisão preventiva.

A polícia também não descarta a possibilidade de ligação entre os dois casos, mas testemunhas continuam sendo ouvidas e a conclusão das perícias é fundamental para elucidar o caso.

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