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Hospital Regional adota Protocolo de Manchester
Pacientes serão classificados por cores correspondentes ao estado de urgência
Nos dias 13 e 14 de maio, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, realizará a capacitação de 25 enfermeiros que atuam na Urgência e Emergência da entidade, para a implantação do Protocolo de Manchester. O método consiste em classificar a gravidade da situação de cada pessoa que recorre a um serviço de urgência. Desta forma, os casos mais graves serão atendidos com prioridade. De acordo com o diretor Assistencial, Ivanês Zwirtes, quando a pessoa chega ao hospital, passa por uma triagem. “Na sala de triagem a pessoa recebe uma cor de acordo com a situação apresentada. O paciente é informado sobre a sua cor e o tempo limite que deverá ser atendido.”, explica. Conforme o diretor, a mudança vem para auxiliar mais no atendimento prestado às pessoas que procuram a entidade, auxilia no atendimento com várias vítimas; além disso, esse método vem agilizar o atendimento prestado e qualificar a equipe e atender com qualidade.
O treinamento do método, criado na cidade de Manchester, na Inglaterra, será aplicado no hospital, por três pessoas de Belo Horizonte. “O sistema é todo ele informatizado. Assim, o médico, em sua tela computador poderá visualizar a classificação de todos os pacientes e iniciar o processo de atendimento. Ao lado do nome, consta a cor e a hora que chegou. Caso vários pacientes sejam classificados com a mesma cor, a prioridade será por horário de entrada no hospital”, explica. Segundo Zwirtes, a cor vermelha significa atendimento imediato; laranja - muito urgente - prevê atendimento em dez minutos; amarelo significa urgente - atendimento em 30 minutos; o verde - pouco urgente - garante o atendimento em 120 minutos e o azul - não urgente - mais de 120 minutos. No entanto, caso o paciente seja o único aguardando atendimento, mesmo classificado com a cor azul, será atendido de imediato.
Conforme o diretor, desde a inauguração, no dia 17 de janeiro, o sistema utilizado pelo hospital é o Humaniza SUS, que possui a mesma finalidade do método de Manchester, de classificação de risco do paciente. De acordo com Zwirtes, este método tem facilitado muito o atendimento e o fluxo no hospital. A diferença entre os métodos, é de que no Humaniza SUS não tem a classificação de cor laranja. Até o momento, foram realizados aproximadamente sete mil atendimentos no hospital. Segundo o diretor, não há registros de muitas filas. O maior registro de atendimento é identificado no final de semana, em que se acumulam muito atendimentos, pelo fato de os Postos de Saúde não funcionarem. “Já registramos 400 pessoas em dois dias. Desde o início do funcionamento da unidade, os pacientes foram classificados literalmente pelas emergências no Pronto-Socorro. Pois, hoje em dia, o Pronto-Socorro serve como desculpa para muito pacientes pegarem atestados. Isso é realidade. Isso se comprova quando eles recebem a classificação azul, desistem do atendimento e vão para casa, constatando que não era nada grave e que poderia ser visto no dia seguinte em um Posto de Saúde”, salienta o profissional.
O Protocolo de Manchester será implantado de imediato, neste sábado, dia 14, às 18h, após a conclusão da capacitação. Esse sistema, totalmente informatizado, é novidade nos hospitais da região Oeste de Santa Catarina.
UPA
Publicado no dia 25 de março, o município de São Miguel do Oeste abre o processo licitatório para a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Rua Oiapoc, Loteamento La Salle, no bairro Agostini, próximo ao campus da Unoesc. Interessados devem entregar os envelopes com a proposta até as 9h45 desta sexta-feira, dia 13 de maio. A construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) deverá ser concluída ainda neste ano, pois existe um prazo de dez meses para ser construída.









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