Hospitais de Descanso e Guaraciaba devem atender depois de descredenciamento do Casa Vitta

Hospitais de Descanso e Guaraciaba devem atender depois de descredenciamento do Casa Vitta
Folha do Oeste

Casa Vitta deve atender até fevereiro e novas possibilidades ainda são estudadas pela Gerência de Saúde

O Hospital Casa Vitta deve atender até o mês de fevereiro pelo Sistema Único de Saúde. Desde que a unidade pediu o descredenciamente no mês de setembro, a Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste já trabalha para resolver o problema, já que o município, considerado polo no Extremo Oeste, não contará mais um com atendimento hospitalar pelo SUS.

Conforme o gerente Regional de Saúde, Volmir Giumbelli, o Casa Vitta pediu o descredenciamento em setembro e anunciou que atenderia por mais 30 dias, porém a Saúde entrou com pedido de prorrogação de 120 dias, e assim o atendimento será feito até fevereiro de 2011, pelo SUS, na unidade de São Miguel do Oeste. Posteriormente a isso, os pacientes de São Miguel do Oeste, Bandeirante, Paraíso e Barra Bonita deverão ser atendidos no Hospital São Lucas, de Guaraciaba, e na Fundação Médica Hospitalar dos Trabalhadores Rurais, de Descanso. ?Estamos conversando sobre essa possibilidade, mas ainda depende da disponibilidade de os hospitais de Guaraciaba e Descanso atenderem, vendo até mesmo sobre o corpo clínico e qual a possibilidade de atendimento deles. Ainda estamos em conversas preliminares, onde fizemos uma reunião em cada município e expusemos a situação. Também temos um levantamento dos atendimentos feitos no Casa Vitta nos primeiros seis meses desse ano, para até mesmo termos uma média de atendimentos e visualizarmos como seria o futuro atendimento nestes outros hospitais?, explica.
De acordo com o gerente, após essa primeira reunião e com esse levantamento da média dos atendimentos feito no Casa Vitta, a direção destes hospitais de Descanso e Guaraciaba está estudando o que as unidades poderão comportar, o que precisa de equipamentos e como será o atendimento.
 
LEVANTAMENTO REGIONAL
 
O gerente de Saúde destacou que na última sexta-feira, dia 22, foi realizado uma reunião do Colegiado de Gestão Regional, com participação de 30 municípios e abrangência das Secretarias de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, Itapiranga, Dionísio Cerqueira e Maravilha. Na reunião, segundo Giumbelli, decidiu-se pela criação de uma comissão, com participação de todos os secretários de Saúde dos municípios que possuem hospitais, além de uma comissão da Gerência de Saúde, para levantar dados sobre todo o atendimento hospitalar na região. ?Queremos fazer um mapeamento de todo o atendimento hospitalar nesses 30 municípios, levantando todas as necessidade, para podermos direcionar e vocacionar alguns hospitais da região no sentido de prestar atendimentos, principalmente na questão eletiva, onde temos várias dificuldades, em Chapecó e em outros hospitais?, ressalta.
Conforme Giumbelli, a ideia é vocacionar esses hospitais para que, além de atender as quatro especialidades obrigatórias, se dediquem a uma em especial, atendendo a demanda da região. ?Como exemplo, temos um levantamento de quase 200 cirurgias em ortopedia que estão em compasso de espera e estamos conversando, por exemplo, com o Hospital de Iporã do Oeste, para podermos, pelo menos, fazer parte dessas cirurgias nesse hospital. Esses não são casos de urgência, já que tanto a urgência quanto a emergência esperamos solucionar com o futuro funcionamento do Hospital Regional. Nesse caso de Iporã, eles estão vendo o que podem fazer, estão contatando com ortopedistas que poderiam atuar lá e também na questão de equipamentos, para posteriormente o próprio colegiado solicitar junto ao Estado e tentar resolver essas situações e ajudar os nossos hospitais?, destaca o gerente.
A Gerência de Saúde também trabalha na ampliação das alas psiquiátricas nos hospitais da região, sendo que ficou defasada após o fechamento do Hospital Cristo Redentor, de São Miguel do Oeste, ainda no início de 2009. ?Após o fechamento do de São Miguel do Oeste, foi aberta uma ala no Hospital de Mondaí, que tem atendido bem e com tranquilidade. O Hospital de Tunápolis também manteve esses atendimentos. Agora, o Hospital de Guarujá do Sul manifestou interesse em manter uma ala psiquiátrica, sendo que uma equipe da gerência deve fazer uma visita nos próximos dias?, enfatiza.
 
INTERDIÇÕES
Em 2009, o trabalho da Vigilância Sanitária Estadual foi intensificado na região e diversas unidades hospitalares foram interditadas, algumas apresentando sérios problemas, principalmente de estrutura. Na última semana, a Sociedade Hospitalar Cedro, de São José do Cedro, teve as obras aprovadas pela Vigilância Sanitária e o centro cirúrgico voltou a operar. Atualmente, ainda estão interditados o centro cirúrgico do Hospital de Tunápolis e parte do centro cirúrgico do Hospital de São João do Oeste, que foi liberado somente para partos. ?Sempre o primeiro impacto de uma fiscalização, e principalmente das interdições, é negativo, mas depois percebe-se que não é tão difícil de se adequar, que pode ser feito. Em São João do Oeste, eu sei que eles querem fazer um projeto grande e solicitando recursos, por isso que ainda não foi liberado totalmente. Em Tunápolis, eles também estão providenciando, com obras bem adiantadas. Isso tudo é uma questão de segurança na área da saúde, porque da forma que estava se corriam alguns riscos no caso das intervenções cirúrgicas?, destaca Giumbelli.
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