Governo do Estado comprará terra para índios em Bandeirante

Governo do Estado comprará terra para índios em Bandeirante
Arquivo/Folha do Oeste - Membros da comunidade contestam criação de aldeia

Comissão de moradores ainda tenta reverter a compra

O impasse criado em Bandeirante devido à vinda de uma tribo de índios da etnia Guarani está próximo de ter um desfecho final. Na última quarta-feira, o secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues, anunciou que o Governo do Estado vai adquirir a terra de aproximadamente 800 hectares, localizados em linha Riqueza do Oeste, para abrigar as 31 famílias de mais de 200 índios Guaranis, que hoje estão morando de favor em uma área cedida provisoriamente pela tribo Kaingang, em Chapecó. Por motivos de rivalidade entre as tribos, os kaingangs não querem mais os rivais vivendo no mesmo território.

Conforme Rodrigues, isso dará um fim a uma disputa em território catarinense que se arrasta por mais de dez anos, envolvendo agricultores entre os municípios de Saudades e Cunha Porã. “Até sexta-feira será assinada a escritura para aquisição desta área de terra em Bandeirante, representando um investimento direto de R$ 10 milhões. As negociações vêm desde o início do ano e serão concluídas nesta semana”, explica.

Segundo o secretário, o governador Raimundo Colombo decidiu pela aquisição do terreno, e será um dos primeiros governadores do Brasil a adquirir uma área para resolver um problema indígena. Os recursos são oriundos de uma emenda coletiva de seis deputados federais da região.

Numa recente decisão do TRF (Tribunal Regional Federal), foi considerado legal o decreto do Ministério da Justiça que declara como terra indígena uma área de 2.721 hectares, ocupada hoje por 170 famílias de agricultores nos municípios de Cunha Porã e Saudades, mas os proprietários não concordam com o embasamento da Portaria 790, amparado por estudo antropológico, que reconheceu vestígios indígenas naquela localidade. Os proprietários possuem escrituras com mais de 80 anos e colocaram em xeque o estudo antropológico, pois afirmam não terem recebido visita e nem identificado pesquisadores no local.

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