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Governador, presidente da Assembleia e secretário regional migram para o PSD
Tendência é que o DEM sofra uma estrondosa redução de lideranças e filiados
O descontentamento com a direção nacional do Democratas chegou ao limite e em Santa Catarina, liderados pelo governador Raimundo Colombo, dezenas de políticos com cargos eletivos (deputados estaduais e federais, prefeitos, vices, vereadores) e demais líderes, iniciaram uma debandada em massa, migrando para o PSD (Partido Social Democratas). Na tarde de segunda-feira, dia 2, Colombo participou de uma conversa com a imprensa catarinense e explicou os motivos de estar se desfiliando do DEM e rumando ao PSD. “Nós queremos fazer um novo partido, onde a gente esteja perto da sociedade, das causas verdadeiras das pessoas. Isso é um grande desafio, mas vale a pena lutar”, explicou
Segundo o governador, que liderou o processo de mudança, buscando manter a união da base, as pessoas não queriam mais aguardar a eleição municipal de 2012. Ele destacou que essa unidade é fundamental e por isso antecipamos o cronograma. Em Santa Catarina, atualmente, o DEM possui três deputados federais e sete estaduais eleitos, além de 47 prefeitos e 53 vice-prefeitos. “Todos serão consultados e a tendência é eles migrarem conosco”, afirmou Colombo.
Sobre a posição nacional do PSD, o governador explicou que o novo partido não vai se alinhar ao Governo Federal, mas manterá uma posição de contraponto, não sendo contra tudo e todos o tempo todo. “Não vamos defender projetos que não temos convicção. Vamos manter o nosso caminho natural de contraponto. Nenhum dos nossos integrantes defenderá o aumento do imposto, por exemplo”, argumentou.
Para oficializar o partido, o PSD tem de cumprir quatro etapas jurídicas. O primeiro passo é a coleta de, no mínimo, 500 mil assinaturas em nove estados brasileiros. Em Santa Catarina, o procurador-geral do Estado, Nelson Serpa, vai liderar o processo.
ESTRUTURA NO GOVERNO
Baseada em uma polialiança que tem DEM, PMDB e PSDB como os principais partidos, a estrutura administrativa do Governo de Santa Catarina não deve se alterar com a ida do governador Colombo, de deputados e secretários para o PSD. “Nenhum dos cargos de secretário será modificado”, conclui Colombo.
Na região extremo oeste, o secretário regional de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, que também faz parte do DEM, lembrou que já havia decidido que se Colombo mudasse de partido, o acompanharia. “Também irei fazer parte deste partido, em virtude da divergência do DEM no Estado, que está muito forte em relação ao partido nacional, que não abre espaço para as ideias dos catarinenses. Aqui somos forte e organizados. Em nível nacional, o DEM está se encolhendo devido à postura tomada de não ouvir as bases”, informou.
Trevisan disse que nos próximos dias haverá uma reunião envolvendo as três coordenadorias microrregionais do DEM (São Miguel, Itapiranga e Dionísio Cerqueira) para discutir o assunto regionalmente. De antemão, Trevisan prevê que 95% dos políticos com mandato no DEM ingressem no PSD. “Quem tem mandato, tem até dia 14 de maio para essa mudança. Quem não tem mandato, o prazo de filiação vai até setembro. Em Santa Catarina, o DEM possui cerca de 114 mil filiados. Não está descartada a ida de deputados estaduais e federais de outros partidos para o PSD”, comenta Trevisan.
Em São Miguel do Oeste, o vereador Milto Annoni, o único representante do DEM com mandato, relatou que está esperando o retorno de Trevisan de viagem para ter uma conversa. Ele também disse que antes de tomar essa decisão, estará consultando a base eleitoral. “Não vou seguir a maioria. Primeiro, quero conversar com o pessoal que trabalhou na minha eleição e ver o que eles acham disso”, resumiu.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
O presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio, é outro que deixará o DEM. Ele disse que as as vantagens da criação do PSD para os catarinenses é a possibilidade de diálogo com o Governo Federal. “Assim poderemos retirar as barreiras e os muros que foram construídos, e que nós incorporamos. Isso não quer dizer adesão e sim independência da nossa postura. É uma possibilidade que se abre de um diálogo saudável que preserva a crítica, o contraponto, mas que também possibilita a aglutinação e o acompanhamento em questões que são de interesse da população. Por muitas vezes nós ficamos alheios por estarmos com um rótulo de oposição intransigente e isso é incabível”, destacou.









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