Fumicultura tem expectativa de bom preço neste ano

Fumicultura tem expectativa de bom preço neste ano
Roberson Wagner/Folha do Oeste

Entidades querem reajuste de 11% no preço do tabaco em relação à safra passada, mas conforme sindicalista, aumento deverá alcançar marca dos 7%

Na semana passada, uma Comissão Representativa dos Fumicultores, formadas por entidades dos três do Sul, ou seja, Federações da Agricultura (Faesc, Farsul e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetaesc, Fetag e Fetaep), reuniu-se na sede da Afubra, em Santa Cruz do Sul/RS, para definir os novos rumos para a retomada da negociação do preço do tabaco para a safra 2013/2014. Um novo encontro acontecerá ainda neste mês, para por fim às negociações.


Joel de Moura, presidente da Associação dos Sindicatos Três Fronteiras e também do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste, ligado a Fetaesc, lembrou que há vários anos o movimento sindical vem buscando um melhor preço para o tabaco e neste ano, o pedido inicial foi de aumento de 11% em relação à safra passada. “Nem todas as empresas fumageiras participaram das negociações, mas aquelas que compareceram às negociações, ofereceram 7% e acredito que o reajuste fique por aí mesmo”, comentou.


Moura explica que a área plantada na região diminuiu, mas como as empresas melhoraram a variedade da planta, a produção aumentou. “Uma vez o agricultor colhia de 100 a 125 arrobas por hectares e com o melhoramento da planta, hoje alguns colhem entre 150 a 170 arrobas”, explica.


Por outro lado, ele adverte que é preciso esperar a cura da planta nos galpões, para saber se a qualidade acompanhará a quantidade.
“Alguns agricultores tiveram problemas com armazenagem e somente na hora da classificação poderemos ter números mais exatos do rendimento da safra”, aponta Moura.


O agricultor Oldair Cerbaro, residente na linha Getúlio Vargas, interior de Bandeirante, plantou 30 mil pés de fumo. Ele afirma que desde antes de casar, a família trabalha com a cultura e nunca deixou de produzir.


Cerbaro lembrou que há uns quatro anos, o preço decepcionou, mas mesmo assim continuou na atividade. “A expectativa desta safra é de um preço bom. Estão falando que depende da qualidade, a arroba poderá ser vendida até R$ 123 cada. Neste ano deu um fumo de boa qualidade e espero colher entre 280 a 300 arrobas”, destaca.


Cerbaro comenta que pretende seguir na atividade, mas diminuir a quantidade plantada, pois em uma parceria, estará voltando ao ramo da suinocultura, onde os chiqueirões alojarão 550 suínos.
 

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