Fumageiras e produtores de tabaco chegam a acordo sobre reajuste

Uma nova tabela, tendo como base de cálculo um reajuste de 13,1% sobre o valor mínimo do ano anterior

Uma nova tabela, tendo como base de cálculo um reajuste de 13,1% sobre o valor mínimo do ano anterior, conseguiu agradar aos interesses das indústrias fumageiras e dos produtores de tabaco para a comercialização da safra 2008/2009. Quando as negociações foram iniciadas, em dezembro passado, os produtores pleiteavam um reajuste de 27,9%, mas na reunião da última quinta-feira,  chegou-se ao indicador de consenso para a comercialização.

            Assim, a classe de tabaco mais valorizada pelo mercado, a BO1, da variedade Virginia, teve o preço da arroba (15 quilos) alterado de R$ 93,75 para 106,05. Como o efeito do acordo é retroativo e em algumas regiões produtoras, como o sul de SC, a comercialização já teve o seu início ainda no mês de dezembro de 2008, os produtores terão uma complementação do preço acertado pago pela empresa compradora.

            Esse procedimento está firmado em protocolo assinado pelas partes acordadas em negociação e, ainda de acordo com esse documento, o pagamento deve ser realizado até o quarto dia útil da data da entrega do produto ao comprador.     “Exceções às determinações contidas no acordo até que poderão ser feitas, mas somente após negociações individuais realizadas entre as partes”, explica o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner.

            Além das cláusulas ligadas à fiscalização da classificação e da comercialização, do financiamento do custeio e de investimentos, da assistência técnica, do frete e do seguro do transporte do fumo, o protocolo alerta os produtores sobre a proibição do uso de mão-de-obra infantil em qualquer fase da cultura do fumo em folha, lembrando os riscos legais dessa prática e enfatizando a importância da presença da criança e do adolescente na escola. Um outro ponto importante de que trata o documento é sobre a importância do meio ambiente, orientando os produtores de fumo nas atitudes ecológicas corretas, em especial na preservação da mata nativa existente em suas regiões de plantio.

            Para o próximo processo de reajuste dos preços referenciais mínimos do fumo, safra 2009/2010, as reuniões devem começar já em julho próximo, e terá como referenciais o custo da produção, mais o percentual de lucratividade, que serão discutidos entre representantes dos produtores e das indústrias. Vale ressaltar que julho é o mês em que se inicia o plantio da nova safra. “Essa era uma antiga reivindicação dos produtores, que preferem plantar já com o conhecimento do preço que irão receber”, destaca Werner.

 

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